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Copa do Mundo 2018: Messi não precisa provar nada?

Luiz Zanin Oricchio

16 Junho 2018 | 17h58

 

Perguntem isso a ele. Não tem mais nada a provar? Há muitos amigos queridos que acham isso: depois de tudo que já conquistou, e do reconhecimento que teve, Lionel Messi já não precisa provar mais nada a ninguém.

Será? Discordo, humildemente. Para mim, quem vive em situação competitiva, como jogadores de futebol de alto nível, e regiamente pagos, estão sempre precisando se provar. Quando não mais precisam, é melhor vestir pijamas e ficar em casa.

Messi já ganhou tudo. Menos uma coisinha de nada. Jamais conduziu a seleção do seu país a uma conquista de Copa do Mundo. Na Rússia provavelmente terá sua última chance, estando em plena forma física. Na Copa de 2022 já será um veterano.

Poderia ter se consagrado na Copa do Brasil. Escapou. Se não me falha a memória, teve nos pés a bola do jogo contra a Alemanha e não converteu. Acontece.

Agora, na Rússia, começou mal. O empate com a Islândia não chega a ser uma catástrofe. A Argentina pode se recuperar, se classificar, engatar uma série de vitórias e faturar o título. Tem time para isso, ninguém há de negar. Mas foi um mau começo. E, para seu ídolo maior, um péssimo começo ao perder aquele pênalti. Mérito do goleiro? Claro. Mas Messi cobrou mal.