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Copa do Mundo 2018: Quando o frango decide o jogo

Sem Cavani, contundido, a coisa ficou muito feia no ataque e Luisito Suárez não teve com quem trocar suas figurinhas. Ficou órfão e pouco fez. Depois houve a falha trágica do goleiro e pronto - a vaca foi para o pântano

Luiz Zanin Oricchio

06 Julho 2018 | 13h45

Falo, claro, do frango de Muslera, segundo gol da França contra o Uruguai.

Verdade seja dita, o Uruguai, sem Cavani, já sentia dificuldades em empatar o jogo. A França vencia por 1 a 0, gol de cabeça de Varane. Quando ameaçava uma pressão, o chute despretensioso de Antoine Griezmann encontrou a mão de alface de Muslera e caiu dentro do gol.

Não foi um balde, mas um caminhão-pipa de água gelada que caiu sobre a equipe do Uruguai, que pouco fez para tentar pelo menos o empate para levar o jogo para a prorrogação. O goleiro Lloris só teve trabalho uma vez no jogo, ainda no primeiro tempo, ao defender uma cabeçada. Foi só.

No resto, a França controlou a partida, exibiu o excelente toque de bola que todos já conhecem e agora espera pelo vencedor de Brasil x Bélgica. Qualquer que seja, teremos um jogão nesta semifinal.

O Uruguai mostrou que um jogo de Copa do Mundo é ele e mais suas circunstâncias, como diria Ortega y Gasset, se comentarista de futebol fosse.

Sem Cavani, contundido, a coisa ficou muito feia no ataque e Luisito Suárez não teve com quem trocar suas figurinhas. Ficou órfão e pouco fez. Depois houve a falha trágica do goleiro e pronto – a vaca foi para o pântano. Uma contusão, uma falha, são elementos incontroláveis, fora do alcance de treinadores, comentaristas e teóricos do jogo. É o acaso, fazendo das suas.  

De qualquer forma, a França era mesmo o melhor time entre os dois. O que teria acontecido caso Cavani tivesse jogado e o goleiro não tomasse aquele gol infantil? Ninguém sabe. Ou só Deus sabe, mas, neste mundo tumultuado, Ele deve ter mais o que fazer.