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Copa do Mundo 2018: toque de bola belga vence o ímpeto japonês

Luiz Zanin Oricchio

02 Julho 2018 | 17h43

 

Como escrevi sobre Brasil 2 x 0 México para o jornal impresso de amanhã, limito-se aqui ao jogo da Bélgica contra o Japão. Vitória dos belgas, nos últimos segundos dos acréscimos, por 3 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0.

Claro, os belgas eram favoritíssimos e tinham (têm) uma das seleções badaladas da Copa da Rússia. Mostram um jogo muito agradável, com boleiros de respeito como Mertens, De Bruyne, Hazard e Lukaku.

Acontece que foram surpreendidos pela velocidade dos japoneses, que, em dois ataques precisos, marcaram uma vantagem que parecia definitiva. Haraguschi e Inui fizeram os gols. O segundo, uma pintura.

O Japão é uma equipe simpática, joga um futebol ainda um tanto romântico, com muitas qualidades, a principal delas a rapidez e consequente capacidade de envolver defesas mais pesadas.

Mas foi a ingenuidade que pôs tudo a perder quando os japoneses tinham a partida nas mãos. Tomaram um gol esquisito de Vertonghen (falha do goleiro Kawashima), que recolocou a Bélgica no jogo. Os belgas descobriram o óbvio: o mapa da mina era o jogo aéreo. E começaram a fazer a festa em cima da defesa japonesa. Fellaini marcou de cabeça para empatar.

Quando o jogo parecia ir para a prorrogação, os japoneses, ao invés de segurar o empate, foram para a frente tentando definir e tomaram o gol fatal num contragolpe belga com precisão de relógio suíço. O toque de classe foi o corta-luz final de Lukaku, deixando a bola para Chadli marcar.

O Brasil terá pela frente um adversário perigoso, com excelentes jogadores de meio campo e ataque, e ótimo toque de bola. Lukaku é um perigo constante na área. Mas a defesa belga não inspira a mesma admiração.

Não sei quem ganha, mas acho o Brasil favorito. Aposto num jogão de bola, sexta-feira às 15h.