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Cuidado, Coutinho

Luiz Zanin Oricchio

13 de fevereiro de 2013 | 10h13

Uma tragédia do carnaval santista: quatro pessoas morreram eletrocutadas quando um carro alegórico bateu contra um fio de alta tensão.

O carro era da Sangue Santista, uma das organizadas do Santos.

Era uma homenagem a Pelé e, no carro, estava o eterno camisa nove do Peixe, Coutinho. Escapou porque o acidente se deu na dispersão e ele já havia saído. Ouvi a entrevista numa rádio e Coutinho disse que havia nascido de novo.

Com ele, dezenas de crianças que poderiam também ter se ferido ou mesmo morrido no acidente.

Coutinho tem um carma com Pelé. Quem os viu jogar sabe por quê. Couto podia ser – e era – um dos melhores do mundo. Só que jogava ao lado “do cara” e todas as atenções iam para Pelé. É a mesma coisa, hoje, que jogar ao lado do Messi. O jogador pode fazer coisas mirabolantes. Será ofuscado por qualquer jogada do argentino. Não apenas porque ele é genial mesmo mas porque, principalmente, já há uma predisposição a seu favor. No tempo de Pelé, as pessoas iam ao estádio para vê-lo jogar. Era normal, então, que tudo o que fizesse se destacasse.

Quem melhor se expressou sobre isso (entre tantas outras coisas) foi o maior poeta deste país, Carlos Drummond de Andrade: “Difícil não é fazer mil gols como Pelé; difícil é fazer um gol de Pelé.”

É isso. Mas quem o viu jogar sabe o gênio que era Coutinho, sobretudo no espaço sagrado da grande área. Agora se acidenta num carro em homenagem ao Rei. Felizmente, saiu ileso.

Cuide-se, Couto.

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