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Diário da Copa 2014. Brasil 1 x 1 Chile (3 a 2 nos pênaltis). Ninguém merece tanto sofrimento!

Luiz Zanin Oricchio

28 de junho de 2014 | 16h18

 

O jogo foi uma tortura. Mesmo porque o Brasil jogou mal quase todo o tempo. Começou bem, marcou aquele gol de David Luiz aos 18′ e depois sofreu o empate aos 32′ com Alexis Sanchez, numa bobeira na defesa. Talvez esse erro tenha afetado a equipe. Errou Hulk, errou Marcelo e Thiago Luis não cobriu direito.

No segundo tempo, o Chile, mais bem armado taticamente, dominou o jogo. Como equipe, entendam bem, é mais time que o Brasil. Dominou, mas, para sorte do Brasil, não tem todo aquele poder de decisão na hora agá. Foi o que nos salvou. Bem, e as traves também.

Na prorrogação, ficou clara a disposição do Chile em levar para os pênaltis. Mesmo assim, ainda chutou uma bola no travessão no último momento. Se ela entra, o Brasil teria ido para o brejo.

Nos pênaltis a tensão não baixou. O Chile errou duas, o Brasil errou duas e chegou-se na última cobrança. Então o chileno Gonzalo Jara chutou na trave e o Brasil se classificou. Os goleiros foram bem. Mais Julio Cesar que Bravo porque, afinal, sem um pouco de sorte não se consegue nem se chupar um Chicabom, como dizia Nelson Rodrigues.

A passagem para as quartas de final não deve iludir ninguém, a começar pela Comissão Técnica: o Brasil jogou muito aquém do que se poderia esperar. Claro, pode-se reclamar de um pênalti não marcado em Hulk e de um gol dele mesmo, Hulk, anulado injustamente. O juiz deu mão, mas ele havia dominado a bola com o ombro, antes de arrematar para as redes.

Ok, ainda assim, o que se tem de pensar é que, mais uma vez, o Brasil jogou sem meio de campo, dando chutões a esmo, esperando que algum dos atacantes resolvesse. Neymar, muito marcado, não reeditou as atuações anteriores. Levou uma entrada eqüina logo no início e jogou baleado o resto da partida. Ficou devendo, assim como outros jogadores.

Agora, as opções são as seguintes: ou se mexe no time para melhorá-lo ou se acredita que podemos seguir em frente assim, aos trambolhões, nos arrastando e contando com a ajuda de Papai do Céu.

Melhor mexer, né?

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