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Diário da Copa 2014. Brasil 4 x 1 Camarões. E o nome dele é Neymar Jr.

Luiz Zanin Oricchio

23 de junho de 2014 | 19h58

Ele resolveu o jogo com dois gols e uma série de jogadas geniais. Mas o que será dessa seleção caso Neymar não jogue ou não esteja inspirado? Toda dependência é ruim, a nossa de Neymar, a dos argentinos de Messi, e assim por diante.

O Maior de Todos um dia se contundiu no segundo jogo no mundial do Chile (1962) e Amarildo entrou em seu lugar, Garrincha se agigantou e ganhamos a Copa, o bi mundial. Então é preciso ter o gênio mas ter também a consistência da equipe. E esta, até agora, não surgiu, ou não surgiu de todo.

Além da vitória, e de mais um recital de Neymar, a coisa mais importante do jogo foi a entrada de Fernandinho em campo, no segundo tempo. O time mudou. Ganhou o que não tinha até então – um meio campo capaz de conduzir a bola da defesa ao ataque. Livrando-se de chutões e ligações diretas, que podem dar certo às vezes, mas não podem ser a base de jogo de um time.

Ficou bastante claro. Fernandinho tem de entrar no lugar de Paulinho, em má fase. Ele participou de dois lances cruciais de gol e marcou uma vez. A seleção ganhou outro feitio em campo. Foi visível para todos.

Agora vamos torcer para que a famosa teimosia de Felipão, ou sua fidelidade ao grupo, não o atrapalhem a tomar essa decisão.

Foi bom, tudo bem, mas o Brasil ainda precisa encorpar, amadurecer em meio ao torneio e entrar em campo metendo medo no adversário.

A torcida precisa acompanhá-lo nessa jornada. Parece ainda muito passiva, muito de assistir à partida, como quem assiste a um concerto de música erudita. Há momentos em que precisa ajudar o time. Assustar o adversário. Estimular na hora difícil e não apenas quando tudo já está resolvido e aí então gritar olé. Com todo respeito, esse cântico aí “Eu sou brasileiro, com muito orgulho,com muito amooooor” é muito coxinha para o meu gosto. Deve dar sono nos jogadores.

Precisamos de uma Marselhesa cantada nas arquibancadas.

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