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Diário da Copa 2014. Colômbia 2 x 0 Uruguai. O Brasil precisa abrir muito bem os olhos

Luiz Zanin Oricchio

28 de junho de 2014 | 20h26

Depois do sufoco que foi a classificação do Brasil nos pênaltis, para as quartas de final, nada como uma partida em que somos neutros, só para relaxar.

Foi um bom jogo entre Uruguai e Colômbia. Confesso que esperava mais tensão. Inclusive pelas circunstâncias, com a brutal suspensão de Luis Suárez por nove jogos, fora outras penalidades e multa. O Uruguai, revoltado, entraria com a faca nos dentes. Foi o que achei.

Bem, o que vimos foi a Colômbia derrotar a Celeste com toda a tranquilidade. Simplesmente jogou melhor. E os gols foram saindo. Primeiro, o golaço de James Rodrigues, matando a bola no peito e, sem deixá-la cair, emendando num voleio impressionante. Depois, numa bela jogada coletiva, com o mesmo James concluindo. Um belíssimo jogador, de apenas 22 anos, e candidato a ser um dos craques da Copa. Está com cinco gols e, por enquanto, é o artilheiro.

Não será nada fácil para o Brasil disputar as quartas de final com a Colômbia.

Bem treinada por Pekerman, a Colômbia mostrou um jogo muito fluido. Muito mais que o Brasil. É mais gostoso ver a Colômbia jogar do que o Brasil. Esse prazer se deve à fluência, toque de bola, variação de jogadas – tudo que o Brasil não tem. O Brasil vive de espasmos, iniciativas individuais  e assim tem seguido.

Pode continuar a seguir, isso não se discute, porque existem muitas maneiras de ganhar no futebol. E também de perder. Mas que a Colômbia está jogando melhor também não se discute.

Senão, vejamos. A Colômbia tem 11 gols marcados, o Brasil, 8.

A Colômbia ganhou 4 jogos (3 a 0 na Grécia, 2 a 1 na Costa do Marfim, 4 a 1 no Japão, 2 a 0 no Uruguai).

O Brasil ganhou 2 jogos (3 a 1 na Croácia, 4 a 1 em Camarões) e empatou 2: (0 a 0 com o México, 1 a 1 com o Chile).

Bom, números são isso aí. Dizem alguma coisa, mas não tudo. Servem como indicação.

Para além da análise numérica, sobram as evidências. É óbvio que a Colômbia está jogando mais que o Brasil. Como também é óbvio que existe o chamado peso da camisa. Uma seleção que comemora a primeira vez em que passa às quartas de final contra o peso de um pentacampeão mundial.

Mas isso também não ganha jogo. Pode influir, mas não ganha. O que ganha é bom futebol. E, nesse quesito, o supercampeão Brasil ainda está devendo. E a modesta Colômbia está sobrando.

Eu, se fosse o Felipão, ficaria de olhos bem abertos.

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