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Diário da Copa 2014. Uruguai 2 x 1 Inglaterra: uma vitória épica

Luiz Zanin Oricchio

19 de junho de 2014 | 18h18

Com os 2 a 1, o Uruguai vive e manda a Inglaterra para a UTI. Não está desclassificada, mas quase. Dependendo do resultado de amanhã entre Itália x Costa Rica, já pode tomar o caminho de volta ao Reino Unido.

O jogo foi épico. Entrega total. Outro jogão, no qual vários jogadores se destacaram, do goleiro do Uruguai, Muslera ao inglês Rooney, que conseguiu fazer seu primeiro gol em Copas do Mundo. Mas, claro, ninguém brilhou mais do que Luis Suárez, que nem era para estar na Copa, depois da operação a que se submeteu no joelho, e marcou os dois gols decisivos do jogo. E que podem colocar a sua seleção na segunda fase.

Dois gols de matador – um de cabeça, outro de pé direito, mostrando a diferença que faz um centroavante de verdade dentro da área. O gol de cabeça foi de manual. Consciente, Luisito subiu, e, de olhos abertos, sacou onde estava o goleiro e jogou em seu contrapé. No segundo, uma escapada pela direita, a invasão da área e, de novo, a consciência da posição do defensor e o chute indefensável, forte, convicto, de estufar a rede.

A beleza da partida se deve a estas jogadas, mas também à dedicação das duas equipes, que encenaram uma verdadeira batalha futebolística para ninguém botar defeito. Logo depois do jogo, o José Trajano, da ESPN, que estava no estádio, disse que havia chorado de emoção durante a partida. Assim é o futebol. Eu também, diante da televisão, fiquei de olhos molhados. Com a luta, a dedicação, a raça, a técnica, tudo isso que faz de um espetáculo de futebol algo de inesquecível.

Houve a atuação de Suarez, que será lembrada durante muito tempo. Mas houve também Álvaro Pereira, que levou uma involuntária joelhada na cabeça e foi a nocaute. O médico mandou que saísse de campo e foi desobedecido. Não sairia de lá nem morto. Que jogaço! O Uruguai é raça pura. Citando mais uma vez o Trajano, a Celeste jogou sob a inspiração de Obdulio Varela, o grande capitão de 1950.

O futebol, jogado assim, com o coração, mexe com a gente. É o jogo dos jogos.

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