E não é que deu Brasil x Alemanha na final?
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E não é que deu Brasil x Alemanha na final?

Luiz Zanin Oricchio

18 Agosto 2016 | 12h01

BRASIL - HONDURAS

A classificação do Brasil para a final olímpica foi mais fácil do que se supunha. Aos 14 segundos, a seleção já estava ganhando por 1 a 0, gol de Neymar, o mais rápido da história do futebol olímpico. Daí para a frente foi um baile, muito fácil, que terminou em 6 a 0. Ninguém imaginava tanta moleza, mas o fato é que a seleção evoluiu jogo a jogo. E chega à final em igualdade de condições com os alemães para disputar o ouro.

A Alemanha não teve a mesma facilidade ao derrotar a Nigéria por 2 a 0. Não se trata apenas do placar, menos elástico. O time olímpico tedesco não é nem de longe comparável àquele que aplicou 7 a 1 no Brasil durante a Copa de 2014.

Aliás, já tem gente dizendo que o Brasil estará “vingado” caso derrote a Alemanha na final e fique com o ouro.

Não é meu pensamento. São duas competições diferentes. Nem mesmo se o Brasil derrotar a Alemanha numa Copa do Mundo haverá compensação. Para haver, penso eu, o Brasil teria de golear, por 7 a 1 ou mais, numa Copa que estivesse sendo realizada na Alemanha, da mesma forma que a goleada a nós infligida foi aqui, na nossa casa. Pode acontecer algum dia. O mais provável que no Dia de São Nunca.

Tirando essas fantasias da cabeça, acho que dá para pensar numa final equilibrada entre os times olímpicos do Brasil e da Alemanha. Digo mais: se o Brasil jogar com aplicação e leveza (sim, dá para combinar as duas coisas) leva a medalha de ouro. Tem pelo menos boas chances de fazê-lo.

Que a goleada sobre Honduras não seja desculpa para o salto alto. E que a camisa do adversário não desperte nos nossos a síndrome de vira-latas.