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Eles não cantam a Marselhesa

Luiz Zanin Oricchio

22 de dezembro de 2011 | 14h16

PARIS – Se servir de consolo, não é apenas no Brasil que o torcedor está em briga com a sua seleção. Também na França o público e os “bleus” não vivem seu melhor momento, aqueles da vitória na Copa de 1998 e na Eurocopa, quando a equipe foi saudada como sinônimo da democracia étnica da França moderna. O momento é bem outro. A era Zidane acabou e as vitórias escasseiam. Outro dia a França perdeu para a Áustria por 3 a 1, pelas eliminatórias para a Copa de 2010. Reabilitou-se em casa derrotando a Sérvia por 2 a 1, com dificuldade. Mesmo assim, a cabeça do técnico Domenech, o Dunga deles, continua a prêmio.
E nós com isso? Acontece que, segundo analistas, e a própria direção do futebol francês, a origem do desamor entre torcedores e a seleção vai além das circunstâncias de vitórias ou derrotas, normais no mundo do futebol. É algo de mais profundo. Um esfriamento de relações que ameaça o futuro do futebol francês. E, feito o diagnóstico, tomaram providências. A principal delas: a contratação de um grande publicitário, o mesmo que fez a campanha eleitoral do presidente Nicolas Sarkozy, para dar uma sacudida nesse relacionamento desgastado. A entrevista de…..ao jornal Libération é bastante reveladora. E tem tudo a ver conosco, brasileiros.

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