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Em jogo duro, Brasil faz 2 a 0 na Colômbia e fica mais próximo da disputa do ouro

Luiz Zanin Oricchio

14 Agosto 2016 | 09h45

 Depois de dois empates pífios (África do Sul e Iraque), e a vitória fácil sobre a Dinamarca, o Brasil encontrou uma parada dura. E deu-se bem. Venceu por 2 a 0 a Colômbia e agora pega Honduras para chegar à final. Esse jogo repete, de certa forma, o embate da Copa do Mundo, no qual o Brasil também venceu mas perdeu Neymar e preparou o passo para o trágico 7 a 1 diante da Alemanha. Esperamos que desta vez o caminho seja diferente. Melhor nem pensar nisso.

A comparação limita-se à dureza do jogo. Os colombianos jogam bem. Têm um futebol ascendente no cenário mundial. E batem muito também.

Por sorte, Neymar abriu logo a contagem, marcando de falta, aproveitando-se da barreira mal feita. Mas, depois de estar em vantagem, o Brasil mostrou momentos de instabilidade. Caiu na catimba do adversário. Houve violência e revide. A partida poderia ter terminado muito mal. Não havia espírito olímpico em campo. Havia rivalidade.

Já no segundo tempo, perto do final, Luan, aproveitando passe de Neymar, viu o goleiro adiantado e, com classe, o encobriu, garantindo a vitória.

Taticamente a seleção melhorou mas, é verdade, houve muitos erros durante a partida. Muitas vezes essa equipe jovem se porta como amadora, o que não é pois seus jogadores são quase todos titulares em clubes grandes. Mas é time que carece de inteligência e malícia para conduzir o jogo quando este lhe é favorável. Desse modo, contra a Colômbia correu riscos desnecessários. Deveria e poderia ter tocado mais a bola e se aproveitado do nervosismo dos colombianos.

Mas o outro lado é o seguinte: todo time, para se consolidar numa campanha curta, precisa de um batismo de fogo. Um jogo duríssimo, uma batalha tanto física como mental, que una as partes e dê consistência ao conjunto. Essa seleção já teve o seu batismo, e este foi o jogo contra a Colômbia.

Na semifinal com Honduras entra como favorito, o que pode ser um problema para jogadores com tendência à acomodação. Do outro lado, há Alemanha x Nigéria.

Pode dar uma final Brasil x Alemanha. Já imaginaram?