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Eusébio

Luiz Zanin Oricchio

05 de janeiro de 2014 | 19h29

Sobre Eusébio, Eduardo Galeano escreve assim em seu livro Futebol ao Sol e à Sombra:” Nasceu destinado a engraxar sapatos, vender amendoim ou roubar dos distraídos. Quando menino, era chamado de Ninguém. Filho de mãe viúva, jogava futebol com seus muitos irmãos nos areais dos subúrbios, do amanhecer até a noite. Chegou aos gramados das canchas correndo como só pode correr alguém que foge da polícia ou da miséria que lhe morde os calcanhares. E assim, disparando em ziguezague, foi campeão da Europa aos 20 anos. Então, começou a ser chamado de Pantera.”

Eusébio, maior nome do Benfica e da seleção portuguesa de todos os tempos, morreu hoje aos 71 anos. Era dono de um futebol admirável. Quando ouvíamos seu nome, nas narrativas de radio, tremíamos. Era perigo de gol. Sempre.

Brilhou na Copa de 1966, quando Portugal eliminou o Brasil e chegou ao terceiro lugar. Pelé admirava seu futebol. Eusébio deixou a marca dos seus pés na calçada da fama do Maracanã.

Quando morre um grande, o futebol fica mais pobre.

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