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Falta de timing na demissão de Jair Ventura

Por que a diretoria não aproveitou o recesso da Copa do Mundo para fazer uma substituição necessária?

Luiz Zanin Oricchio

23 de julho de 2018 | 15h50

 

Há muito tempo Jair Ventura vinha balançando no cargo de técnico do Santos. Depois do empate de ontem com a Chape, caiu. A demissão foi anunciada hoje.

Até aí tudo bem. O aproveitamento dele é muito ruim mesmo. 39 jogos e apenas 14 vitórias. No Brasileirão, o time está às portas da zona de rebaixamento. E o elenco não é tão ruim assim, para os níveis atuais do futebol brasileiro. Resumindo: o filho do Jairzinho não “encaixou” na Vila. Não conseguiu dar um padrão tático mínimo ao time e a torcida, desta vez com razão, enjoou dele.

Agora, a minha pergunta é a seguinte: porque esperaram a retomada após a Copa do Mundo para demitir o homem?

Porque, se estavam convencidos de que ele não tinha ido bem no cargo, não fizeram a substituição antes da parada para a Copa do Mundo? Dessa forma, o novo técnico teria o tempo de recesso para treinar o time, dar e ele sua cara e, na volta, apresentar um novo Santos à torcida.

Não, tudo é feito no afogadilho. Se Jair estava pressionado, os dois empates, com Palmeiras e Chapecoense foram suficientes para empurrá-lo para o abismo. E daí, é preciso esperar essa “oportunidade” quando a diretoria já está convencida de que precisa um novo técnico?

Perdeu-se o tempo, o chamado timing, para que a coisa fosse bem feita. Agora, provavelmente será um interino a dirigir o time num jogo complicado na quarta-feira contra o líder da competição, o Flamengo.

E o novo treinador, quando chegar, já terá a corda no pescoço, tendo de trocar o pneu com o carro andando. Ladeira abaixo.  

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