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Heleno de Freitas

Luiz Zanin Oricchio

29 de dezembro de 2011 | 21h55

21/1/2009

Nunca Houve um Homem como Heleno, de Marcos Eduardo Neves, é uma bela biografia de Heleno de Freitas, um dos casos mais trágicos, senão o mais trágico, de toda história do futebol brasileiro. Homem de família rica, Heleno, nascido em Minas, foi para o Rio com a família ainda menino. Jogou no famoso time de futebol de praia de Neném Prancha, ao lado de João Havelange. Pelos relatos, tornou-se um dos maiores centroavantes de todos os tempos, jogando pelo Botafogo. Mas tinha caráter instável e encrenqueiro. Cheio de si, arrumava atritos com deus e todo mundo, a começar por seus companheiros de elenco. Mais tarde, quando diagnosticada a sífilis que o mataria, pensou-se ter encontrado a causa para tanta instabilidade. A parte final do livro é um relato minucioso, e comovente, dos últimos anos de Heleno em um hospital psiquiátrico de Barbacena, perdendo progressivamente a razão. Morreu louco, com apenas 39 anos. Pode dar um filme extraordinário (José Henrique Fonseca será o diretor), desde que não se procure edulcorar a sua trajetória trágica. O ator Rodrigo Santoro está escalado para o papel. Tem physique du rôle; e não se acanha diante de papeis difíceis.

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