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Jair e o DNA do Santos

Luiz Zanin Oricchio

28 de maio de 2018 | 17h10

 

 

12 vitórias, 12 derrotas, seis empates – esse é o retrospecto, pífio, de Jair Ventura no Santos. A torcida está insatisfeita, a diretoria garante a permanência do filho de Jairzinho no cargo. Está “prestigiado”, como Pedro Parente na Petrobras. Jair mesmo sabe que a chapa está esquentando. Fervendo.

Milagre ninguém faz. Mas o elenco do Santos não é tão ruim assim. Nem tão bom. Se você analisar, vai ver que é time para ficar no meio da tabela, não na porta do rebaixamento, como está agora. Jair pode dizer que está bem na Libertadores e na Copa do Brasil. Mas, no Campeonato Brasileiro vai muito mal.

Ora, ninguém é criança para ignorar o que é hoje o futebol praticado no Brasil. Um futebol de segunda linha, para sermos generosos. Os motivos todos também conhecem (embora ninguém faça nada para melhorar).

Aqui, os times se nivelam, pelos menos os chamados “grandes”. O que faz a diferença entre uns e outros? Claro, os jogadores. Mesmo não havendo craques, há os que são melhores do que os outros. E, sim, os técnicos. No tal futebol “nivelado” ter um padrão de jogo é tudo. E o Santos não tem o tal padrão. A não ser que você chame padrão a forma de jogo reativa, time fechado na defesa e apostando tudo num contra-ataque matador.

Esse é o DNA ofensivo de que se fala nos lados da Vila Belmiro? Certo que não. E, ao não levar em conta esse DNA, ou seja, uma tradição consolidada pelo passado e respeitada pela torcida, é que Jair corre seu maior risco. Ele poderia responder que fazer essa omelete precisa de ovos. Ou seja, jogadores. Não tem. Ou, pelo menos não na quantidade e qualidade de que precisa. Tem um pouco de azar: Bruno Henrique contundido, só agora voltando e fora de forma; Gabriel Barbosa rendendo pouco, etc. A saída de Lucas Lima foi fatal, abriu um buraco no meio do campo e acabou com a articulação com o ataque. Mas o treinador está aí para isso mesmo, para encontrar soluções. E que sejam o mais aproximadamente compatíveis com a tradição do time. Com a “alma” do clube. Se ele não levar isso em conta, vai cair logo logo.

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