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O Corinthians só pode perder para si mesmo

Luiz Zanin Oricchio

27 de setembro de 2015 | 23h26

Talvez seja muito cedo para dizer que o Corinthians está com a mão na taça. E é cedo mesmo. Ainda assim não resisto em dizer que, pelo andar da carruagem, o Timão só perde o Campeonato Brasileiro para si mesmo. Ou seja, se entrar naquela rota de implosão que de vez em quando acontece em sua história. Mas nada indica que isso possa acontecer. O horizonte está desanuviado e o time joga por música. Pode não ser uma música das mais entusiasmantes, mas tem ritmo e constância. É o time brasileiro mais consistente e sólido da atualidade.

Mesmo porque seu rival mais direto, o Atlético Mineiro, teima em tropeçar quando tem tudo para botar pressão no líder. Já o Corinthians não vacila. Foi o que aconteceu neste domingo. Enquanto o Timão (ia dizer o alvinegro, mas está mais para Laranja Mecânica) fez a sua lição de casa, vencendo o Figueirense por 3 a 1, o Galo cedeu empate ao Joinville, depois de estar duas vezes em vantagem. Final: 2 a 2. Escorregada que custou dois pontos aos mineiros. E, dessa forma, o Corinthians abriu sete de vantagem. É muita coisa. Ainda mais para time tão regular.

Mas, enfim, como o futebol é o futebol, muita coisa ainda pode acontecer neste Campeonato Brasileiro. Mesmo porque, ainda que o título já esteja resolvido, sobram as vagas para a Libertadores e, na parte de baixo, a briga de foice entre os que vão se salvar e o que serão rebaixados. Nessa parte, que já batizaram talvez de forma definitiva como Z-4, a grande surpresa parece ser o Vasco da Gama. Já tido como morto, ei-lo de volta à briga com esta boa virada sobre o Flamengo. Não está liquidado não, embora eu ache que talvez tenha acordado tarde demais. Mas quem não se lembra do caso do Fluminense, que era tido como rebaixado e numa campanha empolgante nas últimas rodadas conseguiu se salvar? E, daquela vez, sem a ajuda dos advogados e dos tapetes macios dos tribunais. Como se diz no Sul, não está morto quem peleia. E o Vasco passou a lutar de forma comovente para salvar a pele.

Bom jogo também fez o Santos, vencendo o Internacional na Vila, por 3 a 1. Evidente que o Peixe despertou tarde demais para o título, mas mudou de água para vinho depois da chegada de Dorival Jr. Hoje é time de conjunto e personalidade. Ainda vai dar os seus tropeços, mas para quem prognosticava um ano péssimo (apesar do título paulista), tudo ainda pode acontecer. Está vivo na Copa do Brasil e briga pelo G-4. Eu não esperava tanto.

 

 

 

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