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O futebol tem lógica, e o Santos é uma prova

Luiz Zanin Oricchio

15 de setembro de 2021 | 18h56

 

Muita gente diz que futebol não tem lógica. Tem sim. Pode não ter numa única partida, já que é esporte de fato muito aberto ao acaso. Uma bola vadia aqui, uma falha do goleiro ali, o montinho artilheiro, o juiz que vê demais ou não vê. O VAR que pode inventar o que ninguém enxerga e por aí vai. Há muito acaso e falhas humanas. Tudo isso pode levar a um resultado inesperado. Num jogo o acaso pode ser decisivo. Num torneio ou num campeonato longo, não mais. Os acasos, erros e outras extravagâncias tendem a se anular entre si. Deus é neutro. A lógica de que os times melhores se impõem sobre os mais fracos parece inexorável.

O Santos Futebol Clube é uma prova disso. A prova do momento. Teve até um retrospecto interessante nas gestões de Sampaoli e depois Cuca. Chegou a disputar a final da Libertadores passada com o Palmeiras. Perdeu no detalhe. 

Depois, a diretoria, pressionada pelas dívidas, ou pela incompetência, começou a desmanchar o elenco. Vendeu jogadores de todos os setores do campo, de zagueiros a meio-campistas e atacantes. Feira livre. Foram embora Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique (o outro Henrique, o Bruno, já tinha ido antes, junto com Gabigol), Pituca, Alisson, Soteldo e não sei mais quem. Até perdi a conta dos jogadores que foram negociados. Não chegou ninguém à altura. 

Resultado: o Santos, este ano, livrou-se do rebaixamento no fraco Campeonato Paulista apenas na última partida. Foi eliminado da Libertadores, da Sul-Americana e, ontem, da Copa do Brasil, já sob direção de Fabio Carille, seu quarto técnico na temporada. Está nas últimas posições na tabela do Campeonato Brasileiro. Seu único objetivo do ano passou a ser livrar-se do descenso. 

Não tem lógica, o futebol?