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O nervosismo abateu o Atlético

Luiz Zanin Oricchio

18 de julho de 2013 | 18h11

Claro que se podem encontrar problemas táticos para derrota por 2 a 0 no Paraguai. Mas acho que foram mesmo os nervos que traíram os comandados de Cuca.

O Atlético não jogava mal até tomar o gol. Tomou, numa bobeira incrível no futebol moderno. Abriu-se um clarão na defesa e o jogador do Olimpia foi penetrando até chutar, sem marcação. Uma pane mental, num time que ia bem, sem ser brilhante.

Depois do gol, o Atlético se perdeu por completo em campo. Não acertava um passe, não havia padrão tático, nada. Por sorte, o primeiro tempo acabou com um a zero, apenas.

No segundo tempo, o Atlético voltou relativamente bem. Teve chances de empatar e também de tomar gol.

O incrível foi ter tomado aquele segundo gol, no último lance do jogo. Uma falta desnecessária, bem cobrada, certo, mas com o goleiro Vitor e Alecsandro se confundindo no lance. Fatalidade? Mais ou menos. Esse tipo de situação tem de ser treinada. E é preciso ver se o jogador que vai ajudar ao goleiro tem impulsão suficiente para tirar a bola de cabeça. Alecsandro não teve. Vitor deixou a bola para ele e o Atlético tomou um castigo imerecido àquela altura.

Tudo perdido? Não, mas vai ter de suar sangue no Mineirão para reverter a vantagem. Acho que dá. E só transformará em ainda mais épica a eventual conquista da Libertadores pelo Galo.

Estaremos na torcida. E atentos.

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