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O país pegando fogo…e a Espanha goleia

Luiz Zanin Oricchio

21 de junho de 2013 | 00h17

Enquanto as manifestações crescem em toda parte – e degeneram pelo uso da violência – a Copa das Confederações prossegue. Previsivelmente, a Espanha, mesmo com o time reserva, enfiou 10 a 0 no inocente time do Taiti. Foi uma festa, porque o público simpatizou com o Taiti e torcia para, pelo menos, eles fazerem um gol, como fizeram contra a Nigéria. Mas não foi possível. Pelo que vi depois nas mesas redondas, o resultado fez aumentar o medo da seleção espanhola. Paúra, como dizem os italianos.

No outro jogo, o Uruguai suou para ganhar da Nigéria por 2 a 1, evitando a eliminação. Forlan fez o gol decisivo, quando o jogo já caminhava para o empate. Foi também um jogo interessante, ao contrário de Espanha x Taiti, que foi uma partida de um lado só. Isso não é futebol, é exibição. Em todo caso, dá ideia da força da Espanha, que já havia reduzido a pó o Uruguai, mesmo que o placar, de 2 a 1, não reflita essa superioridade. Há quem não goste do jogo espanhol (sou um deles), que às vezes fica muito chatinho, a não ser quando encontram um rival à altura e que jogue de outro jeito (como aconteceu nas partidas entre Barcelona e Bayern). Mas não há como contestar que é eficaz. Eles levaram o futebol coletivo ao seu ápice.

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