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O Palmeiras e o Titanic

Luiz Zanin Oricchio

18 de novembro de 2012 | 22h44

Claro, uma luta terminou hoje. Era uma queda mais ou menos anunciada mas, que diabos, milagres acontecem. De vez em quando. Não aconteceu desta vez. Havia esperança enquanto havia vida. Agora acabou.

Mas também agora começa a luta para valer. É preciso levantar a cabeça. Montar um time forte para a Libertadores e para voltar à série A.

Não vai fazer se nenhum mal se a coletividade palmeirense dedicar algum tempo a pensar onde e como errou. Porque erro houve. Não apenas azar. Ou perseguição de árbitros, ou coisas assim.

Será que os dirigentes foram bem?

Será que a torcida, todas as facções da torcida, deram apoio na hora em que o time precisava?

Será que todos os jogadores suaram devidamente a camisa?

Como acontece nos naufrágios, em geral há muitas causas e não apenas uma delas é responsável pelo desastre. Pode haver uma causa mais evidente, digamos um iceberg pelo caminho. Mas os instrumentos estavam funcionando bem? Havia vigias atentos? As cartas marítimas foram bem estudadas? Todas as precauções foram tomadas?

É preciso mais de uma incúria para derrubar um avião, afundar um navio. Ou rebaixar um grande clube.

É preciso pensar. Mal não faz. E pode fazer um bem danado.

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