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Obdulio não assombrou

Luiz Zanin Oricchio

27 de junho de 2013 | 11h52

Por instantes pensei que as sombras de Obdulio Varela e Gigghia se abateriam sobre a seleção brasileira.

Mas então Julio Cesar pegou o pênalti cometido infantilmente e tudo retornou à ordem.

O Brasil abriu o placar com Fred, depois de apanhar rebote do chute de Neymar, e ficou na frente.

Mas no segundo tempo os uruguaios logo empataram e tudo parecia se encaminhar para uma dramática prorrogação quando Paulinho marcou de cabeça e o Brasil se classificou para a final.

Ok, foi bom, e o Uruguai não conseguiu aplicar o Mineirazzo, como aplicou em 1950 o Maracanazzo.

Tenho para mim que todos os brasileiros, ainda que nem tivessem nascido em 50, e ainda que nem mesmo seus pais houvessem visto a luz do dia, carregam para sempre o peso daquela derrota para o Uruguai. É uma espécie de pecado original do futebol brasileiro. Ou, como preferem outros, um mito fundador. Da morte fez-se vida e, entre 1958 e 1970, a seleção, com o intervalo de 1966, deu as cartas no futebol mundial.

Hoje a coisa é outra. O Brasil é penta e nem por isso tem a melhor seleção do planeta.

A melhor joga hoje, contra a Itália, e tenta se classificar para uma final das mais interessantes, com o Brasil.

Caso ocorra, Brasil x Espanha poderá ser um jogo histórico, um tira-teima entre duas escolas de futebol bastante diferentes.

Até então, e talvez mesmo depois de domingo, qualquer que seja o resultado, agora quem dá bola é a Espanha.

É a queridinha dos cronistas esportivos brasileiros. Da maior parte deles, pelo menos.

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