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Palmeiras abre vantagem

Resultados embolam o G-4, mas Palmeiras abre vantagem ao ganhar do Internacional em pleno Beira-Rio. É muito cedo para dizer, mas que tem pinta de campeão, lá isso tem

Luiz Zanin Oricchio

18 de julho de 2016 | 15h38

A maneira como o Palmeiras enfrentou (e venceu) o Internacional, no Beira-Rio, o credencia ao título. Fez uma blitz logo no início do jogo e, depois de duas chances perdidas, conquistou o gol, com Erik, aos 10′. E foi o que lhe deu a vitória.

No segundo tempo, o Internacional entrou um pouco mais ligado, mas pouco perigo levou à meta de Fernando Prass. Fez uma pressão meio sem objetividade. Verdade que pode se queixar, com razão, de um pênalti não marcado em Ariel. O juiz só não viu porque não quis. E, se não viu mesmo, tem de consultar urgentemente o oftalmologista.

No entanto, para ficar no futebol, jogo por jogo, o do Palmeiras foi melhor. E no campo do adversário, o que é mais importante ainda para quem quer ganhar o campeonato. Impôs-se. Vamos ver como reage às ausências de Prass e, mais ainda, de Gabriel Jesus, o menino que melhora a cada jogo. Ambos vão para a Olimpíada e, de acordo com o ridículo calendário nacional, o campeonato não pára. Fim da picada? Ponha fim da picada nisto.

Sábado fui à Vila ver o Santos. E gostei do que vi. Acho que o time está encorpando, jogando com calma e consistência. Derrotou a Ponte Preta por 3 a 1 e poderia ter sido até mais, não fosse uma tendência crônica do time santista, a indolência quando a partida fica fácil demais. Bastaria ter forçado e jogado com seriedade o tempo todo para estabelecer uma vitória mais tranquila e expressiva.

Mas no todo foi bem. Agora, Dorival vai ter de remendar todo o time, pois são três os desfalques da Olimpíada: Gabriel, Thiago Maia e Zeca. Convenhamos: assim não há treinador que aguente e ele sabe que a corda pode arrebentar do seu lado, por isso já botou a boca no trombone. Tem mais: Gabigol, que beijou o escudo depois de fazer o seu, já não garante que volta, pois há quatro times europeus com ofertas por seu futebol. Dorival já falou: não dá para substituir, como não conseguiu substituir Geuvânio, que foi para o “mundo chinês”.

Enfim, é o destino ingrato de um futebol que escolheu ser exportador de talentos. O Brasil está colhendo o que plantou, anos a fio.

Quanto ao clássico, o São Paulo surpreendeu quem achava que ia ser massacrado pelo Corinthians no Itaquerão. A história foi outra e o empate por 1 a 1 diz que nem o Tricolor está tão mal, depois da desclassificação da Libertadores, nem o Timão tão bem, depois de ter perdido Tite para a CBF.  Com o Grêmio perdendo no Recife para o Sport, o G-4 ficou meio embolado.

Nele, apenas o Palmeiras está sobrando. E já abriu três pontos sobre o 2º colocado, o Corinthians.

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