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Palmeiras sai na frente…mas nem tanto

Luiz Zanin Oricchio

26 de abril de 2015 | 18h54

 

Claro, é uma vantagem. Com o 1 a 0 conquistado, o Palmeiras precisa apenas de um empate para ser campeão paulista na Vila Belmiro domingo próximo, dia 3 de maio.

A vantagem relativa, que deixa o torcedor meio ressabiado, é que o Palmeiras poderia ter praticamente matado a decisão, caso tivesse aberto o placar para dois ou três gols de vantagem. Teve até oportunidade para aumentar, mas Dudu perdeu um pênalti.

Bom, é isso. Perder pênatil é da vida, acontece. O problema é que o Palmeiras, depois do pênalti perdido, ainda jogava em casa e tinha um jogador a mais desde os 12′ do segundo tempo. Era para ter feito uma pressão danada, com a torcida ao seu lado, e não conseguiu.

A questão é que o Santos não jogou mal, mesmo depois de perder o (bom) zagueiro Paulo Ricardo na expulsão. Naturalmente, perdeu poder ofensivo, mas mesmo assim teve boa chance com Ricardo Oliveira, que apareceu sozinho na frente do goleiro mas foi desarmado pelo zagueiro. Esteve bem postado em campo e não se deixou sufocar.

A conclusão é de que foi um jogo bastante parelho. Para mim, o pênalti foi super duvidoso e, se o Palmeiras não marcou, pelo menos lucrou com a expulsão do zagueiro do Santos, o que mudou a dinâmica da partida.

O gol do Palmeiras foi conseguido numa bela jogada de ataque, pela ponta, com direito a corta-luz de Robinho, cruzamento baixo de Lucas e arremate de Leandro Pereira, na pequena área, antecipando-se à defesa.

Na Vila, devem voltar Robinho pelo Santos e Valdivia pelo Palmeiras. Será outra história. A decisão continua equilibrada, com pequena vantagem do Palmeiras.
Resultado à parte, vi um bom jogo. Não excepcional, nem muito emocionante, mas uma partida interessante. O gol do Palmeiras foi bonito, mas houve lances discutíveis, como o pênalti assinalado, os técnicos foram expulsos por uma e o juiz estava mandando para o chuveiro o jogador errado. Uma arbitragem confusa, o que não chega a ser novidade. Enfim, houve ingredientes apimentados. Mas, de uma final espera-se mais.

Talvez esse algo mais venha domingo que vem, no ambiente místico da Vila Belmiro.