As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Ronaldo, again

Luiz Zanin Oricchio

26 de dezembro de 2011 | 23h07

Um dia, a passagem de Ronaldo pelo Brasil, que esperamos seja longa, terá de ser estudada. Por sociólogos, homens de marketing, psicólogos. Melhor ainda – por psicanalistas. Como se sabe, antes de chegar, Ronaldo era figura mais que controvertida. Chegou, jogou, fez gols, belos aliás, e tudo mudou. Tornou-se unanimidade. Mesmo quando fala platitudes, ou besteiras, parece exalar sabedoria. Hipnotiza até mesmo homens maduros, experimentados, tidos como dotados de bom senso e julgamento seguro, dos outros e da vida.
Ídolos são assim. Enfeitiçam. Dizem os que chegaram perto de Giselle Bündchen que experimentaram um torpor, uma anestesia das funções intelectuais. Ronaldo, presume-se que por motivos diferentes, produz o mesmo tipo de efeito.
A última dele foi dizer que educa o filho na Espanha porque quando Ronald se junta aos moleques brasileiros ouve muitos palavrões. Ora, em condições normais tal afirmação seria recebida com o riso universal. Talvez fosse aceitável de Kaká, o carola. Mas, de Ronaldo…No entanto, tal consideração simples é interpretada côo diagnóstico da completa e irremediável falência moral do País. Ok, vamos admirar o homem. Mas vamos nos dar o respeito, não é não?

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: