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Scolari e os bancários

Luiz Zanin Oricchio

30 de novembro de 2012 | 11h30

Felipão disse que quem não aguenta pressão faz melhor em ir trabalhar no Banco do Brasil.

Acontece que existem pesquisas médicas que dão a categoria dos bancários como uma das mais afetadas pelo estresse. É grande a responsabilidade que quem mexe com o dinheiro dos outros. Há as horas de trabalho, a pouca tolerância com erros e as grandes consequências que podem advir de alguma falha. Ou seja, trabalhar em banco não é nenhum passeio, como sugere o novo técnico da seleção. Nem mesmo no Banco do Brasil que, se dá vantagens aos seus servidores, também exige concursos difíceis para admitir alguém.

A fala expressa dois preconceitos em um só. O preconceito dos boleiros contra outras profissões e, pela citação específica ao Banco do Brasil, aos funcionários públicos. Ora, com em todas as profissões há os bons, os maus, os sofríveis. Supunho que existam bancários que encostem o corpo, como há jogadores chinelinhos e técnicos envolvidos em transações com atletas. Neste mundo de Deus, há de tudo. O problema é generalizar.

Felipão é boquirroto. Não foi a sua primeira frase infeliz. Lembram de quando ele elogiou o general Pinochet?

Então: vamos prestar atenção ao trabalho do Scolari como técnico. O resto, é o seguinte: o que ele fala, não se escreve.

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