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Um 6 a 1 para a História

A goleada do Corinthians sobre o São Paulo não deve ser vista como um acidente. Ela encerra algum significado profundo a respeito dos dois times

Luiz Zanin Oricchio

23 Novembro 2015 | 15h55

Sem dúvida, o fato mais notável neste fim de semana foi a goleada de 6 a 1 que o Corinthians aplicou no São Paulo.

O placar, em si, já seria digno de nota. Afinal, foi a maior goleada em toda a história do clássico. Mas ele ganha ainda maior relevo quando se pensa que o Corinthians, que fazia o jogo comemorativo do título, jogou com o time reserva. E, vale repetir, já com o título garantido. Tinha tudo para relaxar. Massacrou o rival. Comemorava o hexa. Fez um gol para cada vez que foi campeão.

Algum significado mais profundo essa vitória deve ter.

Primeiro, a unidade tática que Tite conseguiu imprimir, não apenas ao time considerado titular, mas a todo o elenco. Em seguida, o comprometimento demonstrado por esse conjunto de jogadores. Havia um jogo a jogar e eles o fizeram com toda a seriedade. Quando viraram para o segundo tempo, já ganhando por 3 a 0, ao invés de diminuir, mantiveram o ritmo.

São exemplos a serem seguidos. E enaltecidos. Entre seus muitos males presentes, o futebol brasileiro parece muito preguiçoso, às vezes. Uma vantagem simples de 1 a 0 já parece suficiente para que as equipes que estão em vantagem comecem a fazer cera, torcendo para que a partida acabe. Ou atirar-se na área adversária, para ver se cavam um pênalti.

Para os jogadores do Corinthians, jogar, e com toda a seriedade, parecia um prazer.

Misturar obrigação com prazer, seriedade com espírito lúdico – este me parece o melhor caminho para o futebol, e para a vida em si, independente da profissão que exercemos. Se não temos prazer no que fazemos, estamos ferrados, com o perdão do termo.

Ainda bem que o campeão brasileiro está mostrando essa direção a todo mundo. O coitado do São Paulo estava no caminho e foi vítima de tanta dedicação.