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Um Santos e Vasco de lascar

Luiz Zanin Oricchio

29 Novembro 2015 | 23h07

 

Certo, o campo estava pesado e os times viviam situações opostas. O Vasco, desesperado para se livrar do rebaixamento. O Santos, com time reserva, pois os titulares foram poupados para a decisão da Copa do Brasil com o Palmeiras, na quarta-feira.

Mas, sinto muito: e daí? Será que a torcida não merece um pouco de respeito? No começo do jogo, o Vasco estava super nervoso, não conseguia segurar a bola. A pelota, como se diz, queimava nos pés dos boleiros. O Santos tocava a bola. Mas, com uma preguiça….Se tivesse levado o jogo a sério, poderia ter ganho e com relativa facilidade.

Havia motivo para empenho. E muito sério. Ganhando esse jogo, o Santos ficaria a um ponto do São Paulo. Seu próximo compromisso, domingo que vem, será com o Atlético-PR, na Vila. O São Paulo enfrenta o Goiás, também lutando para não cair. Uma vitória do Peixe e um empate do São Paulo não me parece cenário impossível. E, dessa forma, o Santos terminaria em quarto lugar e garantiria a passagem para a Libertadores, mesmo que não consiga passar pelo Palmeiras na quarta. Vencer o Vasco seria, então, uma espécie de seguro. Como seguro de carro, ou seguro saúde. A gente paga torcendo para não usar. Mas (toc, toc, toc) se precisar, ele está lá.

O Santos esnobou essa possibilidade. Jogou com displicência. Parecia em ritmo de solteiros x casados, depois do churrasco e da caipirinha. Só que do outro lado, havia um time tosco (perdão, vascaínos), mas dando a vida pelos três pontos.

E acabou conseguindo. Com um pênalti inexistente (Wanderley não tocou em Nenê, como se viu nas reprises do lance), é verdade. Mas o Santos não fez nada para merecer melhor sorte. O jogo terminou com este chocho 1 a 0, que deixa o Vasco na UTI mas respirando até a última rodada. Uma combinação de resultados o salva. Já o Santos deixou a luta pela classificação para a Libertadores via Campeonato Brasileiro. Resta-lhe a outra competição.

Os comentaristas da TV diziam, para justificar o jogo amorfo do Peixe: “está com a cabeça na Copa do Brasil”. Sabe que eu não aceito isso? São profissionais. Ganham muito bem. Deveriam estar com a cabeça é naquele jogo que estavam jogando, naquele momento, em São Januário. A outra partida é a outra. Além disso, dos que entraram em campo, apenas Wanderley é titular. Os outros vão estar, no máximo, no banco de reservas na disputa de quarta-feira.

Foi muito feio.