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A três anos do Jogos do Rio, Brasil tem seu melhor ranking no golfe

Demétrio Vecchioli

13 de agosto de 2013 | 01h52

Adilson da Silva

O golfe não vive apenas do PGA Tour, o circuito que atrai bilhões em patrocínio e que tem em Tiger Woods o seu grande garoto propaganda. Paralelamente a ele existem outros circuitos de diferentes relevâncias. O European Tour é um pouco menor. Abaixo aparece o japonês (Japan Golf Tour), e algumas etapas do africano (Sunshine Tour) e do australiano (PGA Tour of Australasia).

Num terceiro escalão estão o Asian Tour, o Web.com Tour (seletivo para o PGA) e o Challenge Tour (seletivo para o European Tour). Na base da pirâmide, com pontuação bem menor, o PGA Tour Canadá, o OneAsia Tour, o PGA America-Latina, o Korean Tour e o Asian Development Tour, além da maior parte das etapas do Sunshine Tour e do PGA Tour of Australasia.

Explicado isso, vale saber que hoje nenhum brasileiro disputa os principais circuitos. Alexandre Rocha teve um cartão para jogar o PGA Tour no passado, mas não conseguiu renová-lo. Hoje atua com um condicional, que usou poucas vezes nesta temporada.

Agora vem a notícia: ainda que em torneios de menor expressão, o Brasil teve dois resultados históricos neste fim de semana. Adilson da Silva foi o segundo colocado num torneio em Limpopo (África do Sul), manteve a boa fase (ele havia sido campeão da etapa anterior do Circuito, há um mês), ganhou três pontos, e chegou ao 215º lugar no ranking mundial.

Segundo o Golfe.esp.br, é a melhor classificação de um brasileiro nesta listagem na história. No total, ele tem 43,63 pontos. Tirando os norte-americanos, que são maioria no ranking, só dois argentinos, um chileno e dois canadenses estão à frente de Adilson entre os jogadores do continente.

Já Fernando Mechereffe ganhou 8,4 pontos pelo vice-campeonato de um torneio do Web.com Tour, o Price Cutter Charity Championship, em Springfield, no Missouri (EUA), e agora é o 503º do mundo, com 12,49 pontos.

O Golfe.esp.br destaca que Fernando agora é o 42º do ranking do Web.com Tour, a duas etapas do fim do circuito. Os 25 primeiros ganham um cartão para o PGA Tour. Os 75 primeiros confirmam o cartão permanente do Web.com Tour (que Mechereffe não tem, uma vez que atua com condicional) e ainda disputam outras 25 credenciais permanentes para o PGA Tour.

Isso, segundo o site citado, permite ao brasileiro mostrar seu melhor golfe. “Jogar com patrocinador e as contas pagas é uma coisa. Sem ninguém além da família a bancar suas contas faz qualquer um encolher o braço em campo”, diz o portal. A cada competição o atleta tem que se preocupar em manter a posição, sem arriscar muito, para poder ganhar um mínimo para competir na próxima etapa.

Alexandre Rocha hoje é o 29º do Web.com Tour e precisa reverter uma sequência ruim para se garantir no PGA Tour no ano que vem. No ranking mundial, está na 389ª posição. com 23,93 pontos.

Outro brasileiro que aparece com algum destaque é Lucas Lee, que joga o tour canadense. Com 6,54 pontos, ele é o 711º do mundo. Nesta temporada, ele também conseguiu um vice-campeonato.

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