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Adriana Araújo volta a ser titular da seleção de boxe em seletiva para o Pan

Demétrio Vecchioli

19 de maio de 2015 | 15h00

Quase três anos após se desentender publicamente com o presidente da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), Mauro Silva, e ser cortada da seleção brasileira, Adriana Araújo está definitivamente de volta. Medalhista de bronze nos Jogos de Londres, em 2012, ela foi a escolhida para representar o Brasil na categoria até 60kg do Pré-Pan, no México, que vale vaga nos Jogos Pan-Americanos de Toronto.

Adriana já havia participado dos campeonatos Mundial e do Continental, no ano passado, mas em ambos os eventos são disputadas oito categorias no boxe feminino. Como na Olimpíada são apenas três divisões de peso, a baiana disputava posição com a paulista Taynna Cardoso. Ambas não fizeram boa temporada, mas a veterana acabou escolhida para lutar na categoria até 60kg no Pré-Pan, na entre 5 e 6 de junho.

Se classificar o País, será também a escolhida para lutar em Toronto. O desempenho dela nas duas competições será utilizado como avaliação para determinar se Adriana segue como titular para o Mundial, em fevereiro do ano que vem, que valerá como pré-olímpico.

Clélia Costa (até 51kg) e Flavia Figueiredo (até 75kg) são as outras escolhidas para lutar o Pré-Pan e saem na frente na corrida para representar o boxe brasileiro no Rio. Na seleção feminina, cada categoria olímpica tem duas atletas.

ESTRELAS FORA – No masculino, o Brasil vai desfalcado ao Pré-Pan e, consequentemente, aos Jogos Pan-Americanos. Os três principais nomes do boxe olímpico no País, Patrick Lourenço (49kg), Robson Conceição (60kg) e Robenilson de Jesus (56kg) têm lutas pela Aiba Pro-Boxing (APB) em datas próximas ao Pré-Pan e não poderão lutar no México. A APB dá vaga nos Jogos Olímpicos, diferente do Pan.

A CBBoxe, que esperava contar com o trio no Pan, só efetuou troca na categoria até 56kg, chamando Carlos Rocha, que também treina com a seleção, para a vaga de Robenilson. Nas demais, o Brasil não será representado no Pré-Pan e, consequentemente, nos Jogos Pan-Americanos.

Tanto na categoria até 49kg quanto na até 60kg, a seleção brasileira permanente não tem um reserva. “Não tenho outro atleta do nível deles (Patrick e Robenilson). Fora da seleção não tem ninguém que tenha qualificação.”, alega Mauro Silva. Ele, entretanto, garante que não havia como efetuar trocar na equipe quando ficou as lutas da APB foram marcadas. “Estávamos contando com eles”.

A convocação para o Pré-Pan confirma Joedison Teixeira, o Chocolate, como substituto de Everton Lopes, ex-campeão mundial que optou por se profissionalizar. No peso pesado, o paraense Rafael Lima foi chamado de volta à seleção no início do ano e tirou a titularidade de Cosme Conceição.

Assim, a seleção que vai ao México será formada por: Clélia Costa (51kg), Adriana Araújo (60kg), Flávia Figueiredo (75kg), Julião Neto (52kg), Carlos Rocha (56kg), Joedison Teixeira (64kg), Roberto Custódio (69kg), Myke Carvalho (75kg), Michel Borges (81kg), Juan Nogueira (91kg) e Rafael Lima (+91kg).