Ana Marcela é tricampeã do Circuito Mundial; Allan vence pela 1ª vez
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Ana Marcela é tricampeã do Circuito Mundial; Allan vence pela 1ª vez

Demétrio Vecchioli

18 de outubro de 2014 | 10h23

Se no feminino há alguns o Brasil se coloca como principal força das maratonas aquáticas, a temporada 2014 marca a entrada de vez do País entre os melhores no masculino. E para coroar o ano, Allan do Carmo confirmou, neste sábado, em Hong Kong, o primeiro título brasileiro entre os homens no Circuito Mundial da Fina (Federação Internacional de Natação). Ana Marcela venceu entre as mulheres pela terceira vez (2010/2012/2014).

Os dois já tinham o título praticamente assegurado, mas, pelas regras da competição, precisavam mergulhar na última e principal etapa da temporada, em Hong Kong. Mais do que isso: foram ambos ao pódio. Ela, com um bronze polêmico, dado após contestação da delegação brasileira. Ele, com uma medalha de prata. Além deles, o Brasil ainda faturou uma prata com Poliana Okimoto e o quarto lugar com Diogo Villarinho.

Para Ana Marcela, a regularidade valeu muito mais do que o título. Afinal, três anos depois de perder a chance de ir para a Olimpíada de Londres/2012 por conta de um 11.º lugar no Mundial/2011 (precisava ficar entre as 10 primeiras), a baiana tem mostrado uma regularidade ímpar. Nas oito etapas da temporada, Ana Marcela subiu ao pódio, com cinco medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze.

No masculino, Allan do Carmo também foi bastante regular, com duas medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Ele ainda faturou um quarto e um quinto lugares e só foi mal na primeira prova da temporada.

Vale destacar, entretanto, que só brasileiros e alemães, no masculino, fizeram a temporada completa do Circuito Mundial, cujo ranking considera a soma total de resultados, sem descartes. Principal concorrente de Allan ao título, o alemão Thomas Lurz, maior nome da história da modalidade, não foi a duas etapas, enquanto o baiano participou das oito.

De qualquer forma, Allan somou 121 pontos, contra 88 de Lurz na classificação final. Nas duas provas em que o alemão não foi, o brasileiro ganhou 36 pontos. Ou seja: mais do que a vantagem final que teve sobre Lurz.

No feminino, Poliana Okimoto foi a cinco etapas, apenas, e não cumpriu o mínimo regulamentar para ser vice-campeã (precisaria competir seis vezes, mas sofreu uma lesão nas costas). Ganhou um ouro e cinco de prata. Em três das cinco provas ficou à frente de Ana Marcela, que ganhou todas as vezes que nadou sem sua maior rival – sempre no Canadá.

HONG KONG – Na prova deste sábado, chegadas emocionantes. No feminino, Poliana Okimoto perdeu na batida de mão para Anna Olasz (Hungria), com uma diferença de 0s2 no relógio. Já a chegada de Ana Marcela Cunha e a britânica Kari-Anne Payne, um segundo e meio depois, foi tão próxima que a Fina resolveu dividir o bronze entre elas depois de um protesto brasileiro pelo quarto lugar de Ana Marcela.

“A temporada foi muito boa, mas como já entrei campeã na última prova, fiquei ansiosa pra saber a minha colocação para fazer história, estar no pódio em todas as etapas. A prova de Hong Kong foi bem mais forte, estilo Cancún ou Setúbal, e pela temporada que fiz, estou muito contente. Agora vou tirar umas férias merecidas”, disse Ana Marcela. Foi a primeira vez na temporada que a Fina dividiu medalha, o que permitiu à brasileira fazer 100% de pódios em 2014.

Entre os homens, três atletas bateram praticamente juntos, com diferença de meio segundo entre eles. Ouro para o alemão Christian Reichert, prata para Allan e bronze para o também alemão Andreas Waschburger.

“Termino o ano de forma positiva, com mais um pódio e fecho a temporada com chave de ouro numa prova de alto nível, disputando as primeiras colocações com mais de um adversário de peso e perdendo por muito pouco a medalha de ouro. A prova demonstrou o nível do campeonato, com cada etapa tendo um vencedor diferente”, comemorou Allan.

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