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Análise do Mundial de Barcelona – Maratonas Aquáticas

Demétrio Vecchioli

29 de julho de 2013 | 15h32

Poliana e medalhas

Não havia como sonhar tão grande para o Brasil na maratona aquática do Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona. Foram cinco medalhas (um ouro, duas pratas e dois bronzes) e o título geral por pontos. Poliana Okimoto saiu consagrada, com uma medalha de cada cor, chegando a seis no currículo, como recordista brasileira em mundiais de esportes olímpicos. Obviamente não é pouca coisa.

No feminino, Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha agora entram como favoritas em todas as provas que disputarem. E, por conta das duas dobradinhas (ouro e prata nos 10km e prata e bronze nos 5km), vai crescer a vontade de trabalhar em conjunto por um resultado melhor para o Brasil.

Afinal, depois de 2003, nenhum país havia conseguido colocar dois representantes no mesmo pódio (desde então foram 24 provas). O Brasil sabe como fazer a estratégia de nadar na frente. E a ideia de “fechar a porta” parece ter agradado. Funcionou e funcionou bem.

As meninas brasileiras só não medalharam em uma prova: nos 25km. Mas aí também já era querer demais de Ana Marcela Cunha, que estava exausta e mesmo assim completou a prova de mais de 5h de duração no quinto lugar, apenas 4s atrás da campeã, a italiana Martina Grimaldi.

Entre os homens, ninguém esperava um pódio. Assim, até as classificações dentro do Top10 foram motivo de muita comemoração. Samuel de Bona foi sexto nos 5km, Allan do Carmo o sétimo nos 10km e quinto na prova de 25km. Coletivamente, só a Alemanha (do superatleta Thomas Lurz, maior nome da história das maratonas aquáticas) e o Canadá foram melhores na soma dos melhores resultados de cada país nas três provas.

Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto estão neste nível muito por conta da concorrência entre elas. No masculino, a tendência é acontecer o mesmo. A equipe ainda teve Luiz Rogério Arapiraca (30º nos 5km), Diogo Villarinho (52º nos 10km e 15º nos 25km).

No revezamento, o Brasil ainda ganhou bronze com Allan e Samuel puxando Poliana. No geral, a delegação brasileira acabou campeã de forma isolada. A história é confusa: o regulamento não previa a pontuação do revezamento. Assim, a Alemanha, que ganhou ouro, acabou ficando sem esses pontos. Ao invés de dividir o título geral com o Brasil, terminou em segundo.

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