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Análise Mundial de Barcelona – Nado Sincronizado

Demétrio Vecchioli

29 de julho de 2013 | 15h38

nado 2

A análise fria dos resultados mostra que o Brasil nem evoluiu nem regrediu, na comparação com dois anos atrás, nas provas de nado sincronizado do Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona. Foi melhor nas provas por conjunto, mas pior no dueto, uma vez que houve mudança na dupla brasileira.

Nos Mundiais, tanto no conjunto quanto no dueto, são distribuídas duas medalhas de ouro, uma para a rotina técnica, outra para a rotina livre. Na Olimpíada, vale a soma das notas. Por isso, aqui será medido o resultado somado.

Por equipes, houve uma evolução. O conjunto brasileiro foi o 10º melhor do Mundial, posição que ocupou nas duas rotinas. Fez 167.840 nas eliminatórias e 167.520 nas finais. Como comparação, em Xangai/2011, as brasileiras ficaram no 12º lugar nas duas finais, com soma de 170.760. As notas gerais, porém, têm caído ano a ano para todas as equipes.

“Nadamos com vigor, não erramos, mas precisamos de, por exemplo, mais alçadas (acrobacias). Este elemento tem um grau de dificuldade alto que aumenta a nota. Alguns fatores atrapalharam o treino, como a falta da piscina do Complexo Julio de Lamare e a própria renovação da equipe”, comentou, via assessoria, a técnica Maura Xavier.

No dueto, o Lorena Molinos e Giovana Stephan conseguiram uma soma de 165.230. Elas só avançaram à final na rotina técnica, ficando em 13º. Na livre, em que 12 disputaram a final, terminaram na 15ª posição, apenas.

Como comparação, Lara e Nayara tiveram, em Xangai/2011, um total de 173.920 na fase de classificação e passaram às duas finais. Na Olimpíada de Londres/2012, elas somaram 174.100. Uma diferença expressiva de quase 9.000 pontos.

Assim, o Brasil ficaria numa hipotética 14ª posição se estivéssemos numa Olimpíada. Acrescente-se a isso o fato de a França não disputou a rotina técnica e os EUA não mandaram dueto. Assim, hoje, as brasileiras ocupam uma virtual 16ª colocação entre as melhores do mundo. É pouco.

Novamente voltando à comparação, Lara e Nayara ficaram no 12º lugar no Mundial de Xangai nas duas rotinas e em 13º nos Jogos de Londres (e também nos Jogos de Pequim). Elas tiraram um ano sabático em 2013 e foram substituídas por Lorena e Giovana, que são três anos mais novas.

A equipe, da qual Lorena e Giovana fazem parte, também foi renovada. Das oito titulares, só uma não é da década de 1990. Por ordem de idade: Pamela Nogueira (1988), Giovana Stephan (1990), Lorena Molinos (1991), Gabriella Figueiredo e Maria Bruno (1992), Jessica Gonçalves (1993), Maria Eduarda Micucci (1995) e Luisa Borges (1996). Daniella Figueiredo (1992) e Beatriz Teixeira (1996) foram reservas.

“Ainda temos coisas a melhorar. Estou aqui com algumas atletas juniores. Deram conta do recado, mas ainda são juniores. Estou com menos cinco ou seis atletas que competiram nos Jogos Pan-Americanos de 2011. Agora tenho um tempo pra estudar o que vamos fazer. Vai ter seletiva para seleção no final do ano. As portas jamais se fecham. De jeito nenhum”, reforçou a treinadora.

 

 

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