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Análise Mundial de Barcelona – Saltos Ornamentais

Demétrio Vecchioli

29 de julho de 2013 | 15h00

O Brasil foi figurante com participação minúscula nos saltos ornamentais no Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona. Único brasileiro nas competições, César Castro foi eliminado nas semifinais do trampolim de 3m, na 15ª colocação. Na prova não-olímpica de 1m, ele terminou em 30º.

Castro, que chegou a ser quinto colocado no Mundial de 2009, fez 409,65 pontos na final do trampolim de 3m. Desempenho pouco melhor do que na fase preliminar, quando somou 402,6 pontos, na mesma 15ª colocação. Como comparação, ao conquistar uma inédita medalha de ouro no Grand Prix de San Juan (Porto Rico), em maio, ele fez 435 pontos nas eliminatórias, 448 na semifinal e 467 na final. Desempenho igual na Espanha faria ele ir à final em quinto, brigando por medalha.

Além de César Castro, Hugo Parisi também se classificou para o Mundial, na plataforma de 10m. Mas o saltador foi pego num exame antidoping, aparentemente sem culpa. Acabou suspenso por três meses a contar de 14 de junho e nem foi a Barcelona.

Outros atletas que teriam condições de conseguir a vaga no Mundial nos saltos ornamentais sequer participaram das seletivas porque fizeram, no primeiro semestre, intercâmbio na China. Cassius Duran e as gêmeas Nicoli e Natali Cruz chegaram a ir aos Grand Prixs classificatórios, mas não conseguiram a vaga no Mundial. Juliana Veloso recentemente teve seu segundo filho e está afastada das competições.

De forma geral, os saltos ornamentais parecem retroceder no Brasil. Em número de alto nível (de disputar Mundial) permanece o mesmo, mas a idade pesa cada vez mais para Cassius Duran. Hugo Parisi também já não está mais na melhor forma. O intercâmbio na China é uma tentativa de mudar esse cenário. Provavelmente dará certo, mas ainda é só uma esperança. No Mundial, o Brasil só andou para trás.

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