Antes de acidente, Lais pediu que colega tomasse cuidado
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Antes de acidente, Lais pediu que colega tomasse cuidado

Demétrio Vecchioli

31 de janeiro de 2014 | 10h53

Colega de treinos de campanha olímpica, Josi Santos teria sido a última pessoa a conversar com Lais Souza. De acordo com relato que a futura atleta olímpica do Brasil fez no Facebook, as últimas palavras de Lais foram: “Pretinha, desce de lado para não machucar seu joelho”.

“E eu mal sabia que 5 seg depois o destino te pregaria o seu maior desafio”, postou Josi, esta manhã, no Facebook, mostrando solidariedade com a amiga. Confirmou ainda que participará dos Jogos de Sochi no esqui aerilas em homenagem a Lais.

Leia mais: Comunicando-se só com olhos, Lais pode respirar por aparelhos para sempre

“Estou nessa luta junto a ti, e estaremos juntas até o fim. Farei o que meu coração mandar e o que nós passamos todos esses meses treinando essa nova modalidade juntas. Farei por você,  para você e para todos nós. Te amo e você voltará para casa do mesmo jeito que você entrou nessa aventura comigo: andando”, escreveu Josi.

Como informei logo no primeiro dia após o acidente (terça-feira), Josi tem uma lesão séria no joelho e precisa ser operada. Competiu machucada duas vezes e competirá uma terceira: a Olimpíada. Se forçar, poderá complicar ainda mais o seu quadro e poderemos, em breve, tê-la num hospital, assim como Lais.

Josi será última colocada em Sochi, com um salto simples, na menor das três rampas de salto do esqui aerials – Lais competiria na rampa intermediária. Vai pelo sonho olímpico, para representar a colega, e para se emocionar na frente das câmeras de televisão. E para arriscar uma lesão grave no joelho.

Minha opinião: o esporte brasileiro não precisa de mais uma atleta machucada para ser última colocada. Aliás, leia também: Lesão de Lais é uma derrota enorme para o esporte brasileiro.

Nos últimos três dias o blog exclusivamente falou de Lais Souza. Porque acredito que nada no esporte hoje é mais importante do que o risco iminente de que uma atleta de tão alto nível fique para sempre presa a uma cadeira de rodas, sem movimentos nos membros. É uma das notícias mais tristes da história do nosso esporte olímpico. Peço aos leitores que entram aqui em busca de informação sobre outras modalidades (se existirem) que entendam.

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