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Apesar de medalha, Brasil decepciona no Mundial de Taekwondo

Demétrio Vecchioli

21 de julho de 2013 | 23h18

Lindo golpe de Guilherme Dias, único brasileiro a subir no pódio do Mundial de Taekwondo

Lindo golpe de Guilherme Dias, único brasileiro a subir no pódio do Mundial de Taekwondo

O Campeonato Mundial de Taekwondo, que se encerrou neste domingo em Puebla (México), mostrou que o Brasil segue altamente dependente de talentos individuais para conquistar bons resultados na modalidade. Guilherme Dias (20 anos) conseguiu uma surpreendente medalha de bronze no primeiro dia de competições, com quatro vitórias na segunda-feira. Depois, outros 15 brasileiros competiram. E, juntos, somaram oito míseras vitórias (seis delas na primeira rodada). Só como comparação, foram 10 vitórias apenas entre os homens no Mundial de 2011.

O resultado pode ser, em partes, relacionada à renovação parcial que vive a seleção brasileira. Diogo Silva perdeu a seletiva nacional no fim do ano passado, deixou de ser titular, e não foi ao Mundial (Nicholas Pigozzi, seu substituto, perdeu na estreia em Puebla). Natália Falavigna mais uma vez está machucada.

Na ausência dos dois, o grande nome do Brasil em Puebla foi Guilherme Dias. Aos 20 anos, a principal esperança do taekwondo brasileiro venceu atletas do Chipre, Filipinas, Argentina e Colômbia para chegar até a semifinal da categoria até 58kg. Ali, perdeu no golden point para Hadi Mostrean Loron (Irã), terminando com o bronze.

“De certa forma foi um resultado positivo, fiquei feliz, mas eu acredito que poderia ter ido mais longe. No golden point, faltou um pouco de atenção, errei na defesa e em um campeonato assim não se pode errar, paguei o preço por isso”, lamentou Guilherme, ao site da CBTKD.

A técnica da seleção, Carmen Silva, elogiou bastante o garoto: “Achamos o Guilherme um atleta um atleta diferenciado por sua forma de pensar e agir, sua postura e sua humildade. Acreditamos que, se ele continuar focado, treinando, e com este pensamento de sempre querer mais, terá um futuro brilhante dentro do esporte”.

O problema é que o restante da seleção não rendeu. Dos outros 15 brasileiros, nove perderam na estreia. O único bom resultado foi com Julia Vasconcelos (até 62kg) que, neste domingo, venceu três lutas e perdeu para a depois campeã mundial, da Alemanha, nas quartas de final.

Os demais brasileiros que venceram a primeira luta perderam na sequência. Abaixo, a lista. Em negrito, as categorias olímpicas. (vale destacar que no Mundial há o dobro de subdivisões). Primeiro, quem venceu:

Iris Tang Sing (até 46kg) – bateu uma francesa, mas caiu diante de uma venezuelana;

Talista Reis (até 53kg) – venceu uma venezuelana e perdeu em seguida para uma mexicana;

João Miguel Neto (até 54kg) – passou por um angolano por desclassificação e em seguida caiu diante do russo primeiro cabeça de chave.

Douglas Marcelino (até 87kg) – venceu um húngaro, mas perdeu para um francês.

João Pedro Chaves (até 80kg) – venceu um italiano, mas perdeu de um atleta do Azerbaijão.

Agora quem só perdeu:

Leidiane Santos (até 49kg) – Perdeu para uma japonesa, que terminou com bronze

Henrique Precioso (até 74kg) – Perdeu para um coreano, que terminou com bronze

Marina Souza (até 67kg) – Perdeu para uma sérvia, que caiu em seguida

Nicholas Pigozzi (até 68kg) – Perdeu para um espanhol, que terminou com bronze

Ana Carolina Souza (até 73kg) – Perdeu para uma colombiana, que caiu em seguida

Felipe Vignoli (mais de 87kg) – Perdeu para um atleta da Polinésia Francesa, que caiu em seguida

Rafaela Araújo (até 57kg) – Perdeu para uma alemã, que terminou com o bronze

Felipe Kenji (até 63kg) – Perdeu para um iraniano, que foi até as oitavas de final

Gabriele Siqueira (+73kg) – Perdeu para uma ucraniana, que foi até as oitavas de final

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