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Após ficar 1 ano parado por lesão, Hugo Pessanha pode ir ao Mundial

Demétrio Vecchioli

24 de julho de 2013 | 17h39

Hugo Pessanha

Hugo Pessanha voltou aos tatames apenas há um mês, depois de um ano afastado por lesão, ganhou medalha de prata em dois torneios de menor expressão (em Miami e San Salvador) e parece ter convencido os técnicos da seleção brasileira que merece uma chance de disputar o Mundial.

Apesar de não ter competido no Grand Slam de Moscou, neste fim de semana, ele viaja ao Japão com a nata da equipe brasileira pra duas semanas de treinamento visando o Mundial. Eles treinarão na Universidade Nittai Daigaku e voltam em 9 de agosto, exatos 15 dias antes da abertura da competição no Rio.

“O objetivo desse treinamento no Japão é fazer uma lapidação técnica final mas também tem um viés de isolamento, já que os distanciará dos problemas do dia-a-dia e facilitará o foco no Mundial”, disse Ney Wilson, gestor técnico de alto rendimento.

A lista de convocados reduz significativamente a gama de possibilidades de convocações para o Mundial. No Rio, o Brasil terá direito a inscrever nove atletas no masculino: um em cada categoria e mais dois extras. Felipe Kitadai (60kg), Luiz Revite (66kg), Bruno Mendonça (73kg), Victor Penalber (81kg), Renan Nunes (100kg) e Rafael Silva (+100kg) são os melhores brasileiros das suas categorias no ranking e devem ir ao Mundial.

Além deles, irão para o Japão, disputando uma vaga no Mundial: Charles Chibana (66kg), Luciano Correa (100kg), Hugo Pessanha (100kg), Walter Santos (+100kg) e David Moura (+100kg).  Tiago Camilo (90kg), machucado, nem foi a Moscou e também não estará no Japão.

Único homem brasileiro campeão em Moscou, Chibana aparece como favorito a ficar com uma das vagas, mas prefere manter os pés no chão. “Não posso afirmar que o meu desempenho no Grand Slam tenha colocado algum tipo de dúvida na cabeça dos integrantes da comissão técnica da seleção. Apenas entrei bastante focado, procurando fazer o que sempre tento que é competir bem, chegar ao pódio e subir ainda mais no ranking.

Minha aposta ainda é Charles Chibana e Walter Santos, mas seria a escolha por Hugo Pessanha não seria nada anormal. Nessas horas a experiência pesa muito.

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