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Após principal torneio de golfe do País, um panorama da nova modalidade olímpica

Demétrio Vecchioli

10 de abril de 2013 | 13h23

Gasnier compete em São Paulo. Foto de Ricardo Fonseca.

Gasnier compete em São Paulo. Foto de Ricardo Fonseca.

Modalidade estreante nos Jogos do Rio, o golfe ainda precisa ser melhor entendido pelos brasileiros, inclusive por este que escreve. Pra isso, vale como referência o que diz o Golfe.esp (Portal do Golfe Brasileiro).

Nesta última semana, aconteceu em São Paulo o Brasil Classic, torneio que faz parte do Web.com Tour, circuito classificatório para o PGA Tour, o mais famoso do mundo. O modelo é semelhante ao do surfe, em que os melhores do WQS avançam para o WCT.

No golfe, os 25 melhores do Web.com Tour podem jogar no PGA Tour. E para ter garantia de participação de uma competição do Web.com Tour, um golfista precisa ou ter a “credencial” de toda a temporada (o único brasileiro que a tem é Alexandre Rocha), ou ter sido um dos 25 melhores do torneio anterior.

Dito tudo isso, o Brasil Classic acabou não sendo tão produtivo para o golfe brasileiro. Melhor do País, Alexandre Rocha foi o 29.º. Assim, caiu do 14.º para o 21.º lugar no ranking do circuito, ainda dentro dos 25 que são promovidos ao fim da temporada.

O melhor resultado foi do carioca Philippe Gasnier, que terminou em 15.º, duas posições acima do paranaense Odair Lima, o 17.º Os dois ganharam de última hora o direito de competir nesta semana no Texas.

E aí que o Portal do Golfe conta uma história legal. Odair nem patrocínio tinha. E, pelo jeito, também não fala inglês. O patrocinador de Gasnier, o Azeite 1492, decidiu pagar a viagem do paranaense. O carioca vai ajudá-lo com o inglês.

Segundo ainda o Portal do Golfe, o Brasil tem sete representantes no ranking mundial: Adilson da Silva (335.º), Alexandre Rocha (389.º), Fernando Mechereffe (859.º), Lucas Lee (876.º), Philippe Gasnier (1085.º) e Daniel Stapff (1177.º) e Odair Lima (1203.º). Este último entrou na lista após do Brasil Classic.

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