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Após título mundial, handebol feminino perde quase metade dos clubes do País

Demétrio Vecchioli

07 de agosto de 2015 | 17h08

O título mundial conquistado em 2013 era a grande chance de alavancar o handebol no Brasil. Mas essa oportunidade foi perdida. A Nacional Feminina de Handebol, que começa no próximo dia 29, nunca foi tão pequena. Depois de ter 11 equipes no torneio que antecedeu o título mundial, a competição terá apenas seis clubes em 2015.

Assim, pelo menos no feminino, o handebol jogado no País nunca foi tão fraco. Do ano passado para este, seis clubes deixaram de participar da Liga: Novo Hamburgo (RS), Força Atlética (GO), Santo André (SP), Cascavel (PR), Espírito Santo Handebol (ES) e Blumenau/FURB (SC). Itapevi (SP) e Umuarama (PR) já haviam fechado as portas no ano anterior.

Por outro lado, São José dos Campos e Pinheiros se inscreveram na competição. Além dessas duas equipes, só conseguiram se manter em pé os times de Caxias do Sul (RS), Concórdia (SC, atual vice-campeã), Vasco/FAB (RJ) e a Metodista/São Bernardo (SP, oito vezes campeã).

O enfraquecimento da Liga Nacional está diretamente ligado ao crescimento da procura por jogadoras brasileira no mercado europeu. Nos últimos três anos, o Brasil teve duas atletas eleitas melhores do mundo: Alexandra e Duda. Ambas, entretanto, não defendem clubes brasileiros há mais de uma década. No grupo que foi aos Jogos Pan-Americanos, só havia duas atletas que jogam no Brasil: Amanda Andrade (Concórdia) e Célia Costa (Metodista).

A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) ainda não informou quantos clubes vão participar da Liga Nacional Masculina, que também começa no fim do mês. No ano passado, a competição contou com 11 equipes.

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