Base da seleção de handebol é desfeita e melhores do mundo vão para a Romênia
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Base da seleção de handebol é desfeita e melhores do mundo vão para a Romênia

Demétrio Vecchioli

17 de fevereiro de 2014 | 05h00

Entre outros fatores, o título mundial do handebol feminino, conquistado em dezembro do ano passado, só foi possível por conta da base que a CBHb montou na Europa. A partir de um convênio com o Hypo Nö, assinado em 2011, o clube passou a receber as melhores jogadoras brasileiras numa espécie de seleção permanente do Brasil. Da base campeã na Sérvia estavam no time austríaco a goleira Babi, as pontas Alexandra e Fernanda, a ala Ana Paula e a pivô Dara e a central Deonise. O técnico Morten Soubak também trabalhava por lá.

Mas o projeto chegou ao final. Na sexta-feira, a CBHb emitiu comunicado avisando que não renovará o convênio, que expira ao fim da temporada europeia, em maio. Durante o fim de semana, o clube confirmou o fim da parceria. Mais do que isso: avisou que a ponta Alexandra, melhor jogadora do mundo em 2012, já assinou para jogar pelo Baia Mare, da Romênia.

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O fim da parceria já vinha sendo especulado desde o fim do Mundial, com informações dos repórteres que estiveram na Sérvia (especialmente do Lance! e do GloboEsporte). Nos últimos dias diversos veículos especializados já davam o fim do convênio como certo. A confirmação, porém, veio depois que a goleira Babi, melhor do Mundial, foi anunciada também pelo Baia Mare.

Era o início de um desmanche que deve atingir toda a base da seleção brasileira. Também, pudera. Não sei valores, mas os salários que o Hypo pagava não eram compatíveis com o momento vivido pelas jogadoras campeãs mundiais. Valorizadas, agora elas vão fazer o pé de meia. E têm esse direito.

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Babi e Alexandra, por exemplo, assinaram com o time que promete montar uma seleção de “galáticas” do handebol para brigar por títulos que o Hypo não vinha conseguindo disputar, apesar de ser o maior campeão europeu. Duda, a outra titular do Brasil na campanha na Sérvia, já está no atual da Liga dos Campeões, o Gyori (Hungria), enquanto o Krim Mercator, de Dani Piedade, também está na segunda fase da Liga.

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Ao fechar com o Baia Mare, Alexandra encerra um período de longos 11 anos jogando pelo Hypo. Melhor do mundo, vai vivenciar uma nova cultura, num novo time, e quem sabe levar essas novas experiências para a seleção. Um contraponto ao óbvio reflexo que o fim do convênio com o Hypo terá no entrosamento do time brasileiro.

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Morten Soubak, por sua vez, vai voltar a ficar baseado em São Paulo. Ao mesmo tempo que ficará mais perto de jovens revelações do handebol brasileiro, quem sabe contribuindo para o desenvolvimento da Liga Nacional, se afastará da Europa, onde estão todas as principais jogadoras do País.

 

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