Bebê que Hortência levou à Olimpíada estreia hoje pelo Brasil
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Bebê que Hortência levou à Olimpíada estreia hoje pelo Brasil

Demétrio Vecchioli

08 de março de 2014 | 06h00

Começa de verdade, neste sábado, a quinta edição dos Jogos Sul-Americanos, em Santiago (Chile), com sede náutica em Viña del Mar. Na sexta já foram realizadas algumas provas, antes da cerimônia de abertura, e só a natação ganhou quatro de ouro. Hoje não deve ser diferente.

A grande novidade do dia é João Victor Marcari. Para alguns, uma explicação que te fará pensar: “Meu Deus, estou velho”. João nada mais é do que aquele bebê que nasceu em fevereiro de 1996 e que acompanhou a mamãe Hortência nos Jogos de Atlanta, quando o Brasil conquistou uma histórica medalha de prata. A Rainha do Basquete amamentava, era dúvida até o último momento, se juntou à seleção na véspera dos Jogos, e comandou o melhor resultado olímpico do nosso basquete.

Leia também: Brasil ganha 4 ouros na natação e já lidera em Santiago

Pois é. João Victor é maior de idade e estreia na disputa por equipes do adestramento, que não é formada pelos melhores do Brasil e sim por uma espécie de seleção mista, com Pia Aragão, Leandro Aparecido e João Paulo dos Santos. Como são só três times disputando, o Brasil vai faturar medalha.

“Não tenho esse gosto pelo basquete, mas tenho pelo cavalo. Não sei explicar a razão, mas é assim. Eu tento ser focado como minha mãe, visto a camisa do Brasil com todo o orgulho e dou o meu máximo sempre”, disse o garoto, em release do COB.

Abaixo, como já fiz ontem (relembre!), e pretendo fazer todos os dias, a expectativa do blogueiro para o dia. Só comemorar medalha não vale, hein!

NATAÇÃO – Não é um ótimo dia para o Brasil, que mesmo assim tende a liderar o quadro de medalhas. Leonardo de Deus, nos 200m borboleta, e Graciele Herrmann, nos 100m livre, são ouro certo. Nathalia de Lucas, nos 200m costas, também deve subir ao lugar mais alto do pódio. Aposto em três de ouro e umas oito no total.

HANDEBOL – O masculino começa neste sábado para o Brasil, que não levou o time mais forte possível, mas tem uma equipe capaz de brigar pelo ouro. A disputa será diante da Argentina, com o Chile podendo complicar. A estreia, contra a Venezuela, tende a ser fácil.

BMX – A disputa deste sábado não é olímpica. É o time trial (tanto masculino quanto feminino), em que vence o atleta mais rápido na tomada de tempo, com largadas individuais. O Brasil é favorito no masculino e deve brigar pela prata ou bronze no feminino. Se vier ouro com Bianca Quinalha ou Thaynara Morosini, será motivo de muita festa. A colombiana Mariana Pajon é a melhor do mundo.

GINÁSTICA ARTÍSTICA – A modalidade começa neste sábado com o classificatório feminino. O Brasil, com Jade Barbosa e Daniele Hypolito, deve ganha a maioria das medalhas. O resto do time (Isabelle Cruz, Lorrane dos Santos, Julie Kim Sinmon e Juliana Santos) é inexperiente na seleção. Vai para mostrar trabalho.

HÓQUEI NA GRAMA – Ernst Onnes, Patrick Heijden, Fabian Rickenbach, Hubertus Reinbach, Christopher McPherson, Yuri Heijden, Stephane Vehrle-Smith. São esses alguns dos nomes do time brasileiro que participa dos Jogos Sul-Americanos. Será que a medalha também vai para a Holanda?

LUTAS – Neste sábado, lutam os homens. No Pan do ano passado, eles ganharam só uma medalha. Agora a tendência é melhorar, até porque os rivais são mais fracos, mas principalmente porque as chaves são curtas, às vezes só com cinco rivais. Os melhores resultados devem vir de Ronisson Santiago, Diego Romanelli e Angelo Moreira. Os seis brasileiros não devem ganhar mais que três medalhas.

PENTATLO – O Brasil não deu chance para o azar e levou suas melhores atletas para Santiago. Ouro certo para Yane Marques e prata provável para Priscila Oliveira. Larissa Lellys vai para mostrar onde pode chegar.

REMO – São quatro provas neste sábado, sendo três delas com brasileiros. Fabiana Beltrame deve ganhar o ouro, com boas chances de pelo menos mais uma medalha. Três é quase impossível.

RUGBY – No masculino, o Brasil briga pelo bronze, com alguma chance de chegar até a prata. Mas um quarto lugar não é nenhuma decepção. Foi assim na seletiva para a Liga Mundial. Já no feminino as meninas brasileiras nunca perderam de sul-americanas. Que não seja dessa vez.

TRIATLO – Brasil deve ir bem no masculino, com Danilo Pimentel, Diogo Sclebin e Bruno Matheus, mas sem Reinaldo Colucci, seu melhor atleta. Ainda assim, deve brigar por medalhas, provavelmente de ouro. Pelo ranking mundial, faria pódio completo. No feminino, Pâmela Oliveira está no Chile e tem tudo para ser campeã. Beatriz Neres e Flávia Fernandes brigam por pódio.

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