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Boxe confirma hegemonia com facilidade e leva 100% ao pódio

Demétrio Vecchioli

30 de março de 2014 | 00h01

Com Robson Conceição, Robenilson de Jesus e Everton Lopes, o Brasil liderou o quadro de medalhas do boxe em Santiago. Foram seis de ouro, uma de prata e quatro de bronze. Todos os 11 atletas da seleção brasileira, assim, chegaram ao pódio – ainda que alguns atletas tenham estreado com medalha. A categoria até 49kg (mosca-ligeiro), que tem Patrick Lourenço como quarto do ranking mundial, não foi disputada. Na +91kg (super-pesado) o Brasil não levou representantes.

No masculino, vitória nas quatro categorias mais leves e também com Michel Borges. Roberto Custódio teve uma derrota esperada no boxe. Lucas Martins perdeu na estreia e tem a idade como atenuante. Juan Nogueira também não chegou à final, mas não pode-se dizer que havia expectativa maior. Em resumo: o boxe cumpriu bem seu papel no masculino. No boxe feminino, uma medalha de cada cor. Pelo histórico, esperava-se mais das mulheres.

Boxe: Peso mosca a peso pesado

CATEGORIA A CATEGORIA – Peso mosca (52kg), Julião Neto, apesar dos 32 anos, continua titular da seleção brasileira. Em Santiago, só fez duas lutas. Na final, venceu por nocaute. Aos 26, Robenilson de Jesus, no peso galo (56kg), não perdeu um round sequer e chegou ao ouro depois de três lutas. Melhor boxeador do Brasil na atualidade, Robson Conceição estreou na semifinal para ganhar com facilidade entre os ligeiros (60kg).

Everton Lopes, ex-campeão mundial de boxe, teve caminho mais longo nos meio-médios ligeiros (64kg). Em três lutas, também não perdeu nenhum round e conquistou o título com facilidade. Novato pelo Brasil, Roberto Custódio acabou com o bronze entre os meio-médios (69kg). Na semifinal, perdeu por nocaute do venezuelano Gabriel Maestre, segundo do ranking mundial. Resultado normal, portanto.

O outro nome novo da seleção fez bonito no peso meio-pesado (81kg). Michel Borges, substituto de Yamagushi Falcão na seleção, ganhou de um chileno por 3 a 0, derrubou um colombiano e faturou o ouro sobre o equatoriano Carlos Mercado, em combate equilibrado. Lucas Martins, de 20 anos, que ocupa o espaço deixado por Esquiva Falcão não foi tão bem. Fez apenas uma luta entre os médios (75kg), na semifinal, perdendo do venezuelano que terminaria campeão.

Como de costume, o peso pesado (até 91kg) foi a pedra no sapado do Brasil, com Juan Nogueira perdendo a única luta que fez, para um chileno. No 24º lugar, ele é o pior segundo brasileiro da seleção no ranking mundial. No super-pesado (+91kg), o País não tem nenhum atleta entre os 25 melhores. Sequer deverá levar alguém à Olimpíada.

FEMININO – Entre as mulheres o desempenho não foi tão bom. A única medalha de ouro veio com Flávia Figueiredo, na categoria até 75kg, tendo vencido três lutas. Antiga titular, Roseli Feitosa está suspensa por doping. Luany Silva, de 21 anos, ocupou o lugar que será novamente de Adriana Araújo na até 60kg. Perdeu de uma argentina na única luta que fez e ficou com o bronze.  Já Clélia Costa, na até 51kg, ganhou duas lutas, perdeu de uma colombiana e ficou com a prata.

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