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Brasil atropela rivais e é campeão do Sul-Americano Feminino de Handebol

Demétrio Vecchioli

23 de março de 2013 | 18h09

Alexandra comemorando gol. Novidade?

Alexandra comemorando gol. Novidade?

Agora uma das forças do handebol feminino mundial, o Brasil está cada vez mais soberano na América do Sul. Neste sábado, o time do técnico Morten Soubak venceu a Argentina por 37 a 23, na casa delas, em Mar de Plata, e faturou o Campeonato Sul-Americano.

O dinamarquês que revolucionou o handebol brasileiro preferiu levar praticamente força máxima ao Sul-Americano. Chamou 17 jogadoras, a maioria delas atletas dos principais clubes da Europa. Manteve a base que foi bem em Londres, mas também deu espaço para quatro jogadoras que atuam no Brasil (Déborah, Francielle, Tamires, Nadyne) e ainda não haviam iniciado a temporada.

O que se viu em Mar del Plata foi um atropelamento: 41 a 17 no Chile, 41 a 9 (NOVE!) no Paraguai, 55 (CINQUENTA E CINCO) a 14 na Venezuela, e 46 a 13 no Uruguai. 

Melhor jogadora do mundo, Alexandra fez 45 gols, mantendo uma ótima média de nove por partida. Fernanda, que também é ponta, fez 37, mas passou em branco na decisão (não sei se ela não jogou). Samira (31 gols), Deonise (20), Ana Paula (11), Duda (15) e Fabiana (13) também balançaram as redes mais de duas vezes por jogo, em média.

As principais atletas do time agora voltam para a Europa, onde, daqui uma semana, começam as semifinais dos torneios continentais de lá. Aliás, se quiser saber mais: Brasileiras do handebol jogam na Argentina três dias depois de feito histórico na Europa

“Viemos com uma equipe com atletas mais jovens, algumas delas atuando no Brasil e que ainda não estrearam nesta temporada, e poso afirmar que elas deram o máximo. O nosso desafio era integrá-las e conseguimos fazer isso. Agora é pensar no Pan-Americano”, destacou o técnico Morten Soubak, via assessoria.

“Estou muito feliz por ter vencido e por saber que esse título é mais uma conquista do handebol brasileiro. Para mim, foi gratificante ver novas atletas em quadra defendendo o Brasil e vê-las integradas com as mais experientes. É muito importante que elas tenha participado de um Sul-Americano”, disse Alexandra, também pela assessoria.

O Sul-Americano foi o primeiro torneio deste ciclo olímpico para o Brasil. A equipe se classificou para Campeonato Pan-Americano, que será realizado em junho, na República Dominicana, e que, por sua vez classifica para o Mundial, marcado para dezembro, na Sérvia.

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