As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Brasil cola no Top 10, mas vai precisar de zebras para atingir meta

Demétrio Vecchioli

17 de agosto de 2016 | 01h17

Faltando cinco dias para o fim dos Jogos Olímpicos do Rio, o Brasil está mais perto do que nunca do Top 10 do quadro de medalhas. Ao mesmo tempo, vê como cada vez mais difícil a meta de terminar a Olimpíada dentro do grupo dos 10 países com mais medalhas no total.

Ao fim desta terça-feira, o Brasil tem 11 medalhas, além de outras duas garantidas: com Alison/Bruno Schmidt e Ágatha/Bárbara Seixas. Os nove primeiros países parecem inalcançáveis, de forma que a briga brasileira é contra Holanda, Canadá e Coreia do Sul, todos com 14 medalhas cada. A Hungria, com 13, não vai muito além disso.

Para conseguir ficar no Top 10, superando principalmente Holanda e Canadá, o Brasil vai precisar surpreender. O dia foi péssimo nesta terça-feira, com eliminações de favoritos: Fabiana Murer e as seleções femininas de handebol, vôlei e futebol, além do polo aquático masculino. Robert Scheidt e Fernando Reis Saraiva também não conseguiram medalhas.

 

O Brasil tem cinco quatro boas chances de pódio até o fim da Olimpíada. São mais duas com Isaquias Queiroz (C1 200m e C2 1.000m) e as seleções masculinas de futebol e vôlei. Martine Grael e Kahena Kunze brigam por medalha na classe 49er da vela, enquanto Larissa e Talita disputam o bronze no vôlei de praia. Se as seis possibilidades se confirmarem, o Brasil chega a 19 medalhas, o que não deverá ser suficiente para o Top 10.

Ou seja: zebras serão necessárias. Até domingo, o Brasil ainda briga no hipismo (equipe e individual de saltos), na maratona masculina (os brasileiros estão longe de serem favoritos, mas têm chances), na luta feminina (Joice e Aline não estão entre as apostas) e no tae kwon do. Yane Marques pode surpreender, mas compete sem grandes perspectivas.