As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Brasil fatura 37 medalhas em dois torneios do Circuito Mundial de Judô

Demétrio Vecchioli

24 de março de 2014 | 11h37

O Brasil levou uma enxurrada de medalhas nos Panamerican Open de Montevidéu e Buenos Aires, na semana passada. Foram 18 no Uruguai e 19 na Argentina, um bom aproveitamento para uma delegação de, respectivamente, 35 e 40 atletas. Samanta Soares, Marcelo Contini, Hugo Pessanha e Gabriel Santos foram os destaques da equipe. Abaixo, resultado a resultado.

60KG – Eric Takabatake foi o destaque. Levou bronze no Uruguai e ouro na Argentina, somando 140 pontos no ranking mundial, no qual ocupa a 28.ª posição, atrás de Felipe Kitadai (quinto) e Diego Santos (17.º). Allan Kuwabara, que faz parte da seleção (venceu Eric na seletiva), acabou com um bronze e um quinto lugar. Estreia no ranking na 128.ª posição.

66KG – Esperava-se mais de Luiz Revite. Décimo do mundo, ganhou prata em Montevidéu, mas foi eliminado na segunda luta em Buenos Aires, por um espanhol. Somou 60 pontos (120 em quatro torneios na temporada) e segue longe de Charles Chibana, terceiro do mundo, que ainda não lutou em 2014.

73KG –  Ninguém aproveitou melhor a viagem do que Marcelo Contini. Chegou às duas finais, ficando com uma prata e um ouro. Com os 160 pontos que somou, virou número 1 do Brasil, com 668 pontos, no 18.º lugar. Passou Alex Pombo (658) e Bruno Mendonça (656), mas agora são os “rivais” que devem ter a oportunidade de lutar.

81KG – Com Victor Penalber e Leandro Guilheiro machucados, a categoria não chega a ser um problema, mas ainda carece de uma sombra para os dois melhores. Felipe Costa e Felipe Soares foram à semifinal em Buenos Aires, mas só Costa ficou com medalha: de bronze. Em Montevidéu, caíram praticamente de cara. Com os 40 pontos que somou na viagem, Felipe Costa é o 55.º do mundo.

90KG – Eduardo Bettoni aproveitou muito bem a chance que recebeu. Não perdeu nenhuma luta, ficou com as duas medalhas de ouro e, com mais 200 pontos, assumiu o 29.º lugar do ranking mundial. Foram os dois primeiros títulos dele no Circuito, depois de atuações ruins nos últimos torneios. No 53.º lugar, Eduardo Santos ficou para trás. Mesmo machucado, Tiago Camilo é o melhor, na 25.ª colocação.

100KG – Hugo Pessanha se deu bem. Precisou fazer apenas sete lutas para ganhar duas medalhas de ouro e esquentar a briga pelo posto de melhor brasileiro do ranking mundial. Com mais 200 pontos, subiu para a 24.ª colocação. A ponta é de Luciano Correa, que também venceu os dois torneios que disputou na temporada (Áustria e Alemanha). Renan Nunes (17.º) e Rafael Buzacarini (19.º) estão entre eles. Em Montevidéu, João Gabriel Schlittler ganhou bronze e voltou ao ranking mundial.

+100KG – Depois da prata na China, no fim do ano passado, Gabriel Santos voltou a ter oportunidade de lutar e ganhou mais 120 pontos. Foi à semifinal, mas ficou sem medalha em Montevidéu e ganhou o ouro em Buenos Aires. Agora é o número 43 do mundo, mas ainda está longe de Rafael Silva (primeiro), David Moura (quinto) e Walter Santos (décimo).

FEMININO

48KG – Gabriela Chibana voltou a perder a chance de mostrar que pode ser sombra para Sarah Menezes. Ganhou um bronze e uma prata, apenas. No 32.º lugar do ranking mundial, pelo menos passou Nathalia Brígida, a 36.ª.

52KG – Eleudis Valentim foi só para Buenos Aires e voltou com o ouro, que havia sido de Raquel Silva em Montevidéu. No giro, o Brasil ainda ganhou bronze com Rafaela Barbosa, Raquel e Milena Mendes. Hoje o ranking aponta Erika Miranda em segundo, Eleudis em 16.º e Raquel na 18.ª colocação. Milena é a 44.ª colocada.

57KG – Medalhas, só de bronze, com Manoella Costa, Giullia Penalber e Flávia Gomes, uma cada uma. Rafaela Silva (primeira) e Ketleyn Quadros (sexta) estão muito à frente de Flávia (36.ª) e das demais.

63KG – Katherine Campos e Mariana Silva seguem com problemas para voltar ao posto de melhor do Brasil. Olímpica, Mariana foi melhor. Com um ouro e um bronze, está agora no 24.º lugar do ranking, ainda atrás de Katherine, que somou 80 no giro, graças uma prata e um quinto lugar. Assim, é a 19.ª do mundo.  Mariana Barros é a oitava.

70KG – O Brasil não levou nenhuma atleta e foi representado apenas por Kelly Mesquita, do Reação, que aproveitou a chave curta (fez três lutas) para ficar com prata em Montevidéu. Depois, não competiu em Buenos Aires. Assim, a disputa segue entre Nadia Merli (16ª), Maria Portela (18ª) e Bárbara Timo (21ª).

78KG –  Bom papel fez Samanta Soares, de apenas 20 anos. Com um ouro e uma prata (perdeu uma e ganhou outra de uma britânica), subiu até o 30º lugar do ranking. Muito atrás, claro, de Mayra Aguiar, primeira colocada.

+78KG – Com cinco lutas, Rochele Nunes ganhou duas medalhas de ouro, somou 200 pontos e voltou a subir no ranking mundial. Está no 15º lugar, mas tem caminho enorme (quase 2 mil pontos) até Maria Suelen Altheman, segundo do mundo.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: