Brasil faz valer favoritismo e dispara no quadro de medalhas
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Brasil faz valer favoritismo e dispara no quadro de medalhas

Demétrio Vecchioli

10 de março de 2014 | 00h57

O Brasil finalmente fez valer todo o seu favoritismo nos Jogos Sul-Americanos de Santiago, neste domingo. Com 16 medalhas de ouro (ou 15, depende da conta) num único dia, agora chegou a 29 (ou 28) e abriu enorme folga sobre a Argentina, que liderava ao fim das disputas no sábado e agora tem 16. A única decepção veio da ginástica artística masculina, que perdeu da Colômbia por equipes e no individual geral.

Até a natação, que vinha tendo desempenho apenas regular, se saiu muito bem neste domingo. Garantiu cinco medalhas de ouro nas oito provas em disputa, no seu melhor dia até aqui. E foram resultados importantes, como as vitórias no 4x100m livre feminino (3min44s19) e no 4×100 m medley masculino (3min37s95).

Thiago Pereira quase quebrou a barreira dos dois minutos para vencer os 200 m medley, sua especialidade, em 2 min00s09, marcando o nono melhor tempo do ano, mas longe do que ele pode fazer. Bruno Fratus também confirmou favoritismo e foi ouro nos 50m livre, com 22s40 – depois da prova, reclamou dos blocos de saída. A outra vitória brasileira veio nos 200 m peito, com Pamela Alencar, num tempo muito alto para os padrões internacionais.

LUTA – A luta livre feminina, que está em ascensão no Brasil, garantiu duas de ouro para o País, com Aline Ferreira (até 75 kg, quatro vitórias) e Gilda Oliveira (até 69 kg, três vitórias apertadas). Laís Oliveira (até 63 kg), porém, perdeu a final para uma colombiana e ficou com a prata. Susana Santos (até 48 kg) foi derrotada na disputa pelo bronze. Joice Silva, melhor do País, não foi a Santiago porque sua categoria (até 58kg) não teve o mínimo de inscritos. Camila Tristão (55kg) perdeu na estreia

GINÁSTICA – A ginástica artística masculina, por outro lado, foi a decepção. Mesmo contando praticamente com força máxima (só Diego Hypolito não foi a Santiago), não beliscou nenhum ouro. Foi prata por uma diferença mínima por equipes (346.350 pontos, contra 346.700 da Colômbia) e terminou em segundo também no individual geral, com Sergio Sasaki.

Jossimar Calvo, colombiano, acabou campeão com ótimo desempenho e mereceu o título. Sasaki só ganharia dele se repetisse o desempenho do Mundial, o que ninguém espera que aconteça no Sul-Americano. Arthur Zanetti avançou com a melhor nota à final das argolas. Nas barras fixas, os cinco melhores foram colombianos. Precisa melhorar!

CICLISMO – Do BMX veio uma medalha de ouro, com Renato Rezende, que se aproveitou da queda do colombiano Carlos Oquendo, bronze em Londres, para vencer. Não sem antes travar disputa acirrada com o argentino Federico Villegas. Vitória para ganhar moral. No feminino, não teve para ninguém e o ouro ficou com a colombiana Mariana Pajon, campeã olímpica. Bianca Quinalha foi apenas a quinta colocada.

Já nas provas de estrada do Brasil ganhou as duas medalhas de ouro oferecidas no contra-relógio. No feminino, Fernanda Souza surpreendeu Clemilda Fernandes, que terminou com o bronze. Entre os homens, Murilo Ferraz ganhou com boa folga.

REMO – Depois de ganhar a prata no single skiff peso leve, que é sua especialidade, Fabiana Beltrame deu a volta por cima e levou o ouro no single skiff neste domingo. Só ela ganhou medalha para o Brasil no remo, em sete provas. A modalidade teve seu último dia de disputas neste domingo.

SEVENS – No rúgbi sevens, muita diferença entre os resultados do masculino e do feminino. As mulheres, que nunca perderam de rivais da América do Sul, foram campeãs fazendo 40 a 0 na Argentina, na final. Já o masculino levou 31 a 7 do Chile na disputa do bronze e ficou sem medalhas. Em Viña del Mar, no classificatório para a segunda divisão da Liga Mundial, o Brasil também havia perdido o bronze para os chilenos.

MAIS RESULTADOS – Depois de ganhar apenas uma prata nas disputas individuais no triatlo, por equipes (prova não-olímpica) o Brasil o faturou ganhou o ouro neste domingo, com Danilo Pimentel, Diogo Sclebin, Pamela Oliveira e Beatriz Neres. O País também foi ao lugar mais alto do pódio no pentatlo masculino, com dobradinha de ouro e prata de Felipe Nascimento e Danilo Fagundes.

 

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