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Brasil foi prata no Mundial de Luta. Mas o que isso quer dizer?

Demétrio Vecchioli

16 Setembro 2014 | 22h36

Lá se vão oito anos que nenhum homem brasileiro consegue vencer sequer uma luta em Mundial de Luta Olímpica – nesse meio tempo, foram sete eventos. Ainda assim, foi altamente positivo o Mundial de Tashkent (Usbequistão) para o Brasil. Afinal, Aline Ferreira, o leitor já sabe, ganhou medalha de prata, a primeira da luta brasileiro em Mundiais adultos – a própria Aline já havia ficado em segundo em um Mundial Júnior, em 2006, na Guatemala.

Diego Romanelli teve problemas pessoais e não competiu no Usbequistão. Por isso, foram só cinco brasileiros que subiram no carpete – quatro mulheres. No seu primeiro Mundial adulto, Giulia Penalber conseguiu um bom oitavo lugar, mas em categoria que não é olímpica (55kg). Venceu uma usbque, perdeu da japonesa que viria a ser campeã e caiu diante de uma espanhola na repescagem. A caçula da família Penalber, irmã de Victor, vinha de um 16.º lugar (derrota na estreia) no Mundial Cadete da Eslováquia, em julho.

Bastante se esperava de Joice Silva, que vinha de resultados regulares em competições menores. Mas a atleta que então era o principal nome da luta brasileira perdeu na estreia de uma mongol e ficou no 15.º lugar. Lais Oliveira também podia render mais, perdendo na estreia para uma búlgara.

Aline teve campanha de três vitórias e uma derrota para chegar até a medalha na categoria até 75kg. Além dela, só Giulia venceu uma luta. É um resultado parecido com 2013 (Joice ganhou duas lutas e foi oitava, Lais ganhou uma) e 2011 (Joice e Aline venceram uma cada), quando o Brasil também só teve duas atletas vencendo – em 2012, ano olímpico, o Mundial foi esvaziado e não entra na conta.

Único homem do Brasil em Tashkent, Adrian Jaoude competiu na até 86kg do estilo livre e perdeu na estreia. Desde que foi aos Jogos de Atenas, em 2004, o veterano (37 anos) disputou Mundial seis vezes. Venceu uma vez só. De repente é um sinal de que não adianta continuar investindo nos mais velhos da equipe. A renovação, porém, também não está adiantando no masculino.

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