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Brasil ganha 16 medalhas no Pan de judô, mas sofre tropeços

Demétrio Vecchioli

21 de abril de 2013 | 23h56

seleção brasileira de judôSeria leviano dizer que o Brasil teve um desempenho abaixo do esperado no Pan de Judô. Mas também é forte demais dizer que o resultado não poderia ser melhor. Por isso, vou fazer aqui uma análise praticamente luta a luta. De forma geral, uma má notícia. A equipe feminina terminou em terceiro e, se não sediasse o próximo Mundial, nem classificada estaria. E o time é atual medalhista de bronze, feito atingido em Salvador, no fim do ano passado.

No total foram 16 medalhas na Costa Rica, sendo oito de ouro. Só a novata Gabriela Chibana e Maria Portela não subiram ao pódio. Tanto no masculino quanto no feminino o Brasil venceu Cuba por equipes. Mas as mulheres caíram na semifinal diante dos EUA.

Em negrito, quem se destacou. Em itálico, o outro lado. Entre os homens, seis que foram bem. No feminino, apenas três.

Até 60kg – Bronze em Londres, Felipe Kitadai foi campeão sem enfrentar nenhum adversário de expressão. Não lutou por equipes.

Até 66kg – Aproveitando-se da lesão de Leandro Cunha, Luiz Revite, que é apenas o número 42 do mundo, ficou com o título, vencendo um canadense e um norte-americano, ambos melhores ranqueados. Charles Chibana frustrou ao perder para um peruano, mas se recuperou no repescagem para ficar com o bronze. Por equipes, Revite venceu o canadense, mas perdeu de um cubano.

Até 73kg – É a categoria mais fraca do masculino atualmente. Prova disso é que Bruno Mendonça (nono do mundo) perdeu nas semifinais para Nicholas Depopolo (EUA, 16º).

Até 81kgVictor Penalber mostrou por que é o número 2 do mundo e venceu seus cinco adversários por ippon para ficar com o título. No caminho, entre outros, um canadense oitavo do ranking. Por equipes, mais quatro vitórias.

Até 91kgTiago Camilo aplicou três ippons, mas perdeu na final para o cubano Asley  Gonzalez, vice-campeão olímpico. Por equipes, teve a revanche e venceu com um wazari.

Até 100kg – Categoria onde os rivais eram mais fracos. Renan Nunes aproveitou para confirmar a boa fase e ficar com o título. A chance de final brasileira foi frustrada porque Luciano Corrêa perdeu na semifinal para José Armenteros, de Cuba, antes de fica com o bronze.

+100kg – Nenhum problema para Rafael Silva, campeão com quatro ippons. A campanha dele no Pan só não foi perfeita por causa da derrota para o cubano Oscar Brayson por equipes, quando o confronto já estava definido. Era a revanche da final vencida pelo brasileiro.

Até 48kgSarah Menezes foi campeã. O resultado ganha em expressão porque ela venceu a cubana Dayaris Mestre (oitava do ranking mundial) e também a argentina Paula Pereto (sexta). Gabriela Chibana perdeu na semi para a cubana e depois para a mexicana Edna Carrillo, número 15 do mundo (a brasileira é 13). Sarah lidera.

Até 52kg – Uma das categorias em que o regulamento louco, sem cabeças de chave, prejudicou. Érika Miranda pegou a cubana Yanet Bermoy Costa ainda na semifinal. Perdeu e teve que se contentar com o bronze. Depois, deu o troco, vencendo por equipes. Mas, diante dos EUA, perdeu para Angélica Delgado, 36ª do mundo (Érika é número 3), colaborando com a derrota brasileira.

Até 57kgRafaela Silva voltou bem à sua categoria depois de experimentar lugar entre as de até 63kg e não se sair bem. Na luta mais complicada, venceu Marti Malloy (EUA), número 13 do mundo, algoz de Ketleyn Quadros, que acabou com o bronze. Malloy depois revidou, vencendo Rafaela na disputa por equipes.

Até 63kg – É a categoria que hoje o Brasil tem mais dificuldades. Katherine Campos substituiu Mariana Silva e ficou com a prata. Número 16 do mundo, perdeu de uma cubana (26ª) na final. Por equipes, caiu diante da norte-americana Hannah Martin (24) e se machucou contra uma colombiana.

Até 70kg – Maria Portela sequer subiu ao pódio. Segunda do ranking mundial, ela perdeu para a surpreendente equatoriana Vanessa Chala, número 30 do mundo. Na decisão do bronze, ainda foi batida pela colombiana Yuri Alvear (7ª). Depois, repetiu a derrota por equipes. Não estava num bom fim de semana.

Até 78kg – Sem adversárias de expressão (até por que a norte-americana Kayla Harrison desceu de peso), Mayra Aguiar venceu com três ippons, sem problemas, mesmo voltando de lesão.

+78kg –  Maria Suelen foi poupada para que Rochele Nunes tentasse vaga no Masters. Mas a brasileira não foi bem, caindo na estreia, para a cubana Heldy Abreu. A boa notícia é que ela venceu a mexicana Vanessa Zambotti para ficar com bronze. Quando o confronto pro equipes já estava decidido, Rochele também venceu a cubana Idalis Ortiz, campeã olímpica.

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