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Medalha no Mundial de Esgrima – uma vencedora, nenhum vilão

Demétrio Vecchioli

11 de abril de 2013 | 13h57

Gabriela Cecchini é medalhista com ajuda do Ministério do Grêmio Náutico União.

Gabriela Cecchini é medalhista com ajuda do Ministério do Grêmio Náutico União.

Já acabou para o Brasil, no individual, a participação no Campeonato Mundial de Esgrima categorias cadete (sub-16) e júnior (sub-18). E o grande resultado veio logo no primeiro dia de competições em Porec, na Croácia, com a medalha de bronze de Gabriela Cecchini, no florete.

A atleta cadete (faz 16 anos nesta sexta) do Grêmio Náutico União viajou como terceira colocada do ranking  nacional adulto e conquistou a segunda medalha do Brasil na história dos mundiais de esgrima, repetindo o feito de Élora Pattaro, prata no sabre em 2003 também como cadete.

Faz um tempinho, o Medalha Brasil entrevistou ela, como você pode ler aqui. Vários sites têm destacado os problemas financeiros/estruturais da empreitada de Gabi. O Correio Braziliense, por exemplo, falou com a CBE e ouviu que “cobertor é curto”. Já o Brasil no Rio falou com o técnico dela, Alexandre Teixeira, que foi claro: “ela é para 2020, não para 2016”.

O que precisa ser lembrado é que a garota tem 15 anos e recebe R$ 1.850 mensais do Bolsa Atleta. E essa ajuda de custo inclui alimentação, transporte e hospedagem em competições. Entra aí, claro, um Campeonato Mundial.

O Grêmio Náutico União, por sua vez, tem um projeto para a esgrima na Lei de Incentivo ao Esporte. Não sei os detalhes, mas são grandes as chances de, por meio do projeto, pagar técnicos e receber equipamentos. Aqui, por exemplo, o GNU fala que, agora em abril, os esgrimistas do clube estrearam novo saco de armas vindos desta lei.

Em outras palavras: ninguém é coitadinho na história. A CBE faz o que pode dentro do que recebe e investe em atletas já para esta Olimpíada. O Ministério do Esporte fornece uma boa bolsa relativamente gorda. O clube investe no seu atleta de alto rendimento. O atleta usa o dinheiro da bolsa na própria “carreira”. E o resultado é mérito de todos eles. E ainda tem a grana pesada da Petrobrás que banca a participação de diversos esgrimistas em torneios na Europa via Passe de Mágica.

Ah, Gabriela ainda competiu na categoria júnior (sub-18), mas terminou apenas em 46º.

OUTROS RESULTADOS – Gabriela não foi a única brasileira a competir na Croácia. Ainda tivemos:

espada masculino cadete – Gabriel Assis (96º) Gabriel Bonamigo (107º) e Leonardo Feltran (109º);
espada feminino cadete – Cecilia Galvão (91º), Emma Wedmore (99º), Camila Santannna (105º);
florete masculino cadete – Henrique Marques (18º) e Pedro Morostega (26º), Eduardo Gastal (74º);
florete feminino cadete – Gabriela Alcazar (48º) e Karina Trios (52º);
sabre masculino cadete – Enrico Pezzi (69º), Arthur Whitaker (91º) e Lucas Rapach (99º);
espada feminino júnior – Amanda Simeão (27º) e Cecília Galvão (112º);
espada masculino júnior – Luiz Rodrigues (91º), André Rothfeld (95º) e Gabriel Assis (132º);
florete masculino júnior – Henrique Marques (90º);
sabre feminino júnior – Karina Trois (62º) e Gabriela Alcazar (72º);
florete feminino júnior – Mariana Daffner (77º);
florete feminino cadete – Karina Trois (73º).

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