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Brasil é sexto por equipes e se aproxima das potências na ginástica

Demétrio Vecchioli

07 de outubro de 2014 | 12h15

Quem diria, mas dois anos após ver pela TV a Olimpíada de Londres/2012, o Brasil hoje está beirando entrar no grupo das potências da ginástica artística masculina. Nesta terça-feira, em Nanning (China), ficou em sexto na final por equipes, a meros 3.000 pontos da Rússia. Perdeu para Grã-Bretanha, EUA, Japão e China, os quatro países que tradicionalmente têm uma ginástica artística masculina de altíssimo nível. Há quatro anos, neste mesmo momento do ciclo olímpico, o Brasil havia sido 19.º colocado. Em 2011, terminou em 13.º

De qualquer forma, agora só uma catástrofe tira a equipe brasileira da Olimpíada. A meta era ficar entre os 12 em Nanning e a equipe foi muito melhor, em sexto. No Mundial de Glasgow (Escócia), ano que vem, o Brasil precisa fazer final, entre os oito, para assegurar ter cinco ginastas no Rio/2016. Ainda que não consiga, pode brigar por outras quatro vagas no Pré-Olímpico, já em 2016.

Voltando a Nanning: na final, o sistema de disputa é um pouco diferente da classificação. Afinal, três atletas se apresentam por aparelho e as três notas entram na contagem final. Nas eliminatórias, são cinco apresentações por aparelho e a pior nota é descartada. Com poucos erros, a equipe brasileira somou 263.562, contra 266.503 da Rússia e 270.369 dos EUA, que ficaram com o bronze.

Esses 7.000 pontos são muita coisa para se buscar até 2016 e se possa pensar em medalha. Até porque, na Olimpíada, o Brasil deverá ter um time de especialistas, montado com atletas que têm chance de medalha em aparelhos. O exemplo é Diego Hypolito, que só competiu em Nanning por conta da lesão de dois generalistas (atletas que competem no individual geral): Pétrix Barbosa e Caio Souza. Na Olimpíada, com chance de medalha no salto e no solo, ele com certeza estará – e vai focar os dois aparelhos nos treinos.

Não fosse a lesão de Caio, aliás, o Brasil poderia ter tido um resultado ainda melhor. Afinal, foi só o sétimo nas barras paralelas, no cavalo com alças e na barra fixa, aparelhos em que ele se destaca. Diego Hypolito, que o substituiu, só competiu no solo e no salto – fez 15.633 no solo, mas precisa mais para garantir medalha na final do aparelho (foi o quinto do dia).

Sergio Sasaki pontuou para todos os aparelhos na final e somou 89.098 pontos, desempenho bem melhor que os frustrantes 87.522 pontos que o fizeram avançar em 18.º para a final do individual geral. Se repetir o desempenho na quinta, na final, briga dentro do top10. Nas argolas, Zanetti novamente não cravou: 15.633. O chinês Yang Liu fez 15.900 de novo e é favorito na final. O russo Denis Abliazin, com 15.800, também foi melhor. Já Sasaki fez o melhor salto do dia. Ele é finalista no aparelho.

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