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Brasil confirma favoritismo e domina Jogos Sul-Americanos da Juventude

Demétrio Vecchioli

26 de setembro de 2013 | 22h50

Os Jogos Sul-Americanos da Juventude, em Lima (Peru), já passaram da metade. Mesmo com mais dois dias de competição, muita coisa já pode ser dita. Aqui, um resumo do que está sendo a participação do Brasil. Em negrito, os destaques.

Gabriela

ESGRIMA – Dos seis atletas (cinco de 16, um de 14), cinco ganharam medalha. Foram três de ouro, uma de prata e outra de bronze. O destaque da delegação da esgrima era Gabriela Cecchini, bronze no Mundial Cadete. Em Lima, ela fez a parte dela e ganhou ouro no florete sofrendo apenas 10 toques em seis combates. Karina Trois, outra que esteve no Mundial Cadete, ganhou no sabre.

Os homens garantiram três medalhas, com prata de Pedro Marostega no florete, ouro de Alexandre Camargo (de 14 anos!) na espada e bronze de Leonardo Di Gesu no sabre. Só quem ficou sem medalha foi Cecília Galvão, sexta na espada. Ela e Pedro também foram ao Mundial.

Volei de praia 2VÔLEI DE PRAIA – No feminino o Brasil levou as “experientes” Paula e Andressa, que já disputaram o Mundial Sub-19 e o Sul-Americano Adulto deste ano, terminando em quinto nas duas competições. Contra atletas da idade delas (ambas fazem 17 em outubro), foram campeãs sem muito problema.

Já no masculino, George e Matheus perderam duas vezes da dupla da Argentina, na fase de grupos e na semifinal, e terminaram com o bronze. Os dois, ambos de 17, jogaram a primeira competição juntos pela seleção. George faz dupla com Pedro, filho de Ricardo.

CICLISMO – No ciclismo, economia de medalhas. Só foram distribuídas nove: no feminino, no masculino e no contrarrelógio misto. Todos os atletas tinham que competir no BMX, no mountain bike e na estrada, mesmo as provas sendo muito diferentes e ninguém treinar em todas. Nem a bicicleta é mesma. Vai entender…ciclismo

Dito isso, o melhor resultado foi de Ana Paula Casetta. Especialista na estrada, foi segunda colocada nesta prova. Ainda terminou em terceiro no MTB e em segundo no contrarrelógio. No BMX foi eliminada na semifinal.

Entre os homens, Rodrigo Quirino venceu na estrada (sua especialidade), foi quinto no MTB e terceiro no contrarrelógio. André Gohr venceu esta prova e acabou em quinto na estrada e quarto no MTB. Os resultados mais modestos foram de Renata Lopes, quarta no MTB e sétima na prova contra o relógio. Na estrada, foi décima.

BrendoBOXE – O Brasil levou apenas três boxeadores, todos de 17 anos. Brendo Costa foi campeão na categoria até 64kg, depois de duas vitórias por nocaute e uma por pontos, com decisão dividida. Carlos Silva (até 49kg) também fez três lutas e venceu todas: em duas por decisão unânime e uma por nocaute. Estivan Falcão Florentino, irmão de Yamagushi e Esquiva, porém, estreou pela seleção perdendo para um equatoriano, que acabou campeão até 60kg.

RemoREMO – Como o Brasil levou apenas dois atletas, só participou no Single Skiff, ficando fora nas disputas do Double Skiff. Uncas Tales (17, do Botafogo) ganhou no masculino depois de participar duas vezes da final (o Paraguai contestou e a prova foi refeita). Ana Beatriz Chagas (16, do Flamengo) ficou em quarto no feminino. Vale lembrar que o Brasil é a terceira força da modalidade, atrás de Chile e Argentina.

TAEKWONDO – Apesar das oito categorias em disputa, o Brasil só levou dois atletas do taekwondo. Eduarda Detogni (15 anos), foi prata na categoria até 44kg. Edival Marques (15 anos) ganhou na até 63kg.Taek

TRIATLO – A modalidade não é o forte do Brasil, principalmente na base. Até em nível continental os resultados não são bons. Luma Guillen (16) terminou em quinto, mesmo resultado de Yure Lacerda (16). Ela ficou a seis minutos da campeã. Ele, a quatro. É bastante para uma prova de um pouco mais de uma hora.

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